segunda-feira, 15 de julho de 2013

Reencontro

Quase dois meses depois, enfim o Palmeiras voltou a sua casa. Sem muitas dificuldades e impondo sua tradição e camisa, o Palestra venceu o ABC na última sexta-feira. Venceu não. Goleou. Muito mais importante que o placar em si, contudo, foi o reencontro do torcedor com o seu time. Por que digam o que quiserem, apoiem quem for, mas por inaptidão (ou qualquer outra característica que a defina melhor) da nossa diretoria, levar uma partida como mandante para Presidente Prudente é querer afastar da SEP seu bem mais precioso: o torcedor.

O torcedor fez sua parte, como sempre faz quando para esse fim é convocado, e fez-se fundamental para levar o Palmeiras a mais três pontos, subir ainda mais na tabela e reaproximar-se de seu único objetivo no calvário atual: voltar ao seu lugar de origem e direito na próxima temporada.

Não é preciso entrar na discussão sobre o que é torcer, o que significa fazer a sua parte no estádio, etc. Estar na cancha e incentivar o Palestra durante 90 minutos, sempre, mas sempre mesmo, que possível é e sempre será meu objetivo principal. E para aqueles que seguem esse mesmo padrão, vale a dica: conheçam a “Camorra 1914”.

Mais do que uma torcida organizada, uma barra brava. A única palestrina. Com um ideal e objetivo claro: apoiar o Palmeiras onde for preciso, durante 90 minutos e sempre. Simples assim. E eficiente. Presenciar essa forma de torcer, ainda que momentaneamente pequena, é gratificante. Simboliza exatamente o ideal de torcedor que todos nós que sentimos essa angustiante necessidade de estar no estádio junto ao time. É uma ode ao futebol como esporte, com tudo que ele representa: garra, luta, superação, paixão. E uma lição para todos os filhosdaputa defensores do “futebol moderno”, seja lá o que for que signifique esse termo.

Torcer com uma barra brava é diferente e resume bem o significado de um torcedor de bancada. Atrai a atenção de todos aqueles que estão próximos e se interessam em conhecer um pouquinho mais sobre os “malucos que não param de apoiar”. Isso representa o Palmeiras e é exatamente o que a diretoria tenta cada vez mais afastar do estádio: o torcedor comum. Aqueles que sempre brigaram, apoiaram, cantaram, vaiaram, mas, acima de tudo, se fizeram presentes quando preciso.

Entendam, caros senhores Paulo Nobre e Brunoro: o Palmeiras pode até se profissionalizar, investir em marketing, gestão e qualquer outro termo moderno. Mas no fim e no fundo seremos sempre os mesmos, em qualquer situação e/ou fase, que lá estarão com o time: os mesmos de sexta, de Recife, de Arapiraca ou de Volta Redonda. Os verdadeiros palestrinos. Sempre.

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Obviamente que o estádio esteve mais cheio do que de costume, muito graças aos quase 60 dias de abstinência do torcedor paulistano. E é bem verdade também que não devemos nos acostumar com um público tão presente enquanto a relação nível do elenco/campanha/preço do ingresso não estiver minimamente equilibrada. Mas que quase 25 mil pessoas no Pacaembu apoiando o Palmeiras é algo indescritível e digno dos melhores dias, ah isso é...









3 comentários:

  1. Estive no Paca sexta e sou testemunha da animação dessa galera. nao pararam um minuto. sensacional. como posso fazer parte e ajudar vou aos jogos em sao paulo sempre.

    Abracos

    Marcelo Ferrari

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  2. Faltou falar um pouquinho do jogo.

    A torcida nós sempre sabemos que é foda!

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  3. Não chega aos pés da Mancha ainda, mas tem tudo para crescer e se tornar uma TO de respeito

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