Quase dois meses
depois, enfim o Palmeiras voltou a sua casa. Sem muitas dificuldades e impondo
sua tradição e camisa, o Palestra venceu o ABC na última sexta-feira. Venceu
não. Goleou. Muito mais importante que o placar em si, contudo, foi o
reencontro do torcedor com o seu time. Por que digam o que quiserem, apoiem
quem for, mas por inaptidão (ou qualquer outra característica que a defina
melhor) da nossa diretoria, levar uma partida como mandante para Presidente
Prudente é querer afastar da SEP seu bem mais precioso: o torcedor.
O torcedor fez sua
parte, como sempre faz quando para esse fim é convocado, e fez-se fundamental
para levar o Palmeiras a mais três pontos, subir ainda mais na tabela e
reaproximar-se de seu único objetivo no calvário atual: voltar ao seu lugar de
origem e direito na próxima temporada.
Não é preciso entrar
na discussão sobre o que é torcer, o que significa fazer a sua parte no
estádio, etc. Estar na cancha e incentivar o Palestra durante 90 minutos,
sempre, mas sempre mesmo, que possível é e sempre será meu objetivo principal.
E para aqueles que seguem esse mesmo padrão, vale a dica: conheçam a “Camorra
1914”.
Mais do que uma
torcida organizada, uma barra brava. A única palestrina. Com um ideal e
objetivo claro: apoiar o Palmeiras onde for preciso, durante 90 minutos e
sempre. Simples assim. E eficiente. Presenciar essa forma de torcer, ainda que
momentaneamente pequena, é gratificante. Simboliza exatamente o ideal de
torcedor que todos nós que sentimos essa angustiante necessidade de estar no
estádio junto ao time. É uma ode ao futebol como esporte, com tudo que ele
representa: garra, luta, superação, paixão. E uma lição para todos os
filhosdaputa defensores do “futebol moderno”, seja lá o que for que signifique
esse termo.
Torcer com uma barra
brava é diferente e resume bem o significado de um torcedor de bancada. Atrai a
atenção de todos aqueles que estão próximos e se interessam em conhecer um
pouquinho mais sobre os “malucos que não param de apoiar”. Isso representa o
Palmeiras e é exatamente o que a diretoria tenta cada vez mais afastar do
estádio: o torcedor comum. Aqueles que sempre brigaram, apoiaram, cantaram,
vaiaram, mas, acima de tudo, se fizeram presentes quando preciso.
Entendam, caros
senhores Paulo Nobre e Brunoro: o Palmeiras pode até se profissionalizar,
investir em marketing, gestão e qualquer outro termo moderno. Mas no fim e no
fundo seremos sempre os mesmos, em qualquer situação e/ou fase, que lá estarão
com o time: os mesmos de sexta, de Recife, de Arapiraca ou de Volta Redonda. Os
verdadeiros palestrinos. Sempre.
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Obviamente que o
estádio esteve mais cheio do que de costume, muito graças aos quase 60 dias de
abstinência do torcedor paulistano. E é bem verdade também que não devemos nos
acostumar com um público tão presente enquanto a relação nível do
elenco/campanha/preço do ingresso não estiver minimamente equilibrada. Mas que
quase 25 mil pessoas no Pacaembu apoiando o Palmeiras é algo indescritível e
digno dos melhores dias, ah isso é...








Estive no Paca sexta e sou testemunha da animação dessa galera. nao pararam um minuto. sensacional. como posso fazer parte e ajudar vou aos jogos em sao paulo sempre.
ResponderExcluirAbracos
Marcelo Ferrari
Faltou falar um pouquinho do jogo.
ResponderExcluirA torcida nós sempre sabemos que é foda!
Não chega aos pés da Mancha ainda, mas tem tudo para crescer e se tornar uma TO de respeito
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