quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Retomada

E começou a caminhada rumo ao título da Copa do Brasil. Um torneio traiçoeiro, como nossos rivais puderam sentir na noite de ontem. Mas onde temos a obrigação de depositarmos todas as nossas fichas, já que é nossa única chance de alcançarmos a Libertadores no ano do centenário. E a estreia foi boa.

Ainda que pudéssemos largar com uma vantagem um tanto quanto mais larga, dada a quantidade de chances desperdiçadas, um triunfo mínimo foi o que a noite de ontem nos reservou. Vitória importante e que pode fazer toda a diferença se conseguirmos um gol fora na próxima semana, em Curitiba. Reflexos de um regulamento estúpido que privilegia os gols fora de casa.

Sigamos em frente que agora nossa batalha será dividida entre garantir o retorno ao topo o mais rápido possível, missão que devemos cumprir com relativa facilidade, para então nos focarmos no que realmente importa: enfileirar taças. E taças de torneios de elite, dignos de Palmeiras.

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Obviamente o horário das 19h30 é ingrato e formulado por bastardos que nunca puseram os pés em uma cancha (ou há um bom tempo não o fazem e perderam o espírito da mesma). Mas pouco mais de 20 mil pessoas para um jogo eliminatório da Copa do Brasil faz por merecer a pergunta: cadê o bando de filhodaputa que defende o preço do ingresso mais caro para “privilegiar” o sócio-torcedor? Por que muitos torcedores de bancada ontem ficaram sem ingresso. Mas os espaços vazios tomaram conta do estádio. Algo está errado nessa fórmula, não?!




domingo, 18 de agosto de 2013

Épico

25 minutos do segundo tempo. Jogo em casa. Fraca atuação e dois gols de desvantagem no placar. O que vem à sua cabeça nesse momento? Milhares de possibilidades. Mas para um torcedor, torcedor de verdade mesmo, uma opção jamais será considerada: parar de cantar, vibrar e apoiar.

Foi o que fizemos ontem, no Pacaembu. Não sei o que cada um dos torcedores presentes que continuou vibrando acreditava, mas eu pensei “já estamos aqui, meu time é líder do campeonato, então continuo dando meu apoio, seja na vitória, seja na derrota. O empate? Pode ser que não venha, mas e daí? A vitória? Bom, bora cantar...”

E ontem foi daqueles jogos que mostrou por que futebol é futebol. Por que o Palmeiras é e sempre será o Palmeiras. E por que os outros times (Paysandu aí incluso) serão sempre os outros.

Times que jogam retrancados são e sempre serão uma constante contra um grande. E essa atitude por si só já os definem como devem ser: pequenos. Indignos de fazer frente ao Palestra.

Saímos atrás, jogamos mal, pouco criamos, tomamos mais um, mas quando todos já nos davam como mortos nos fizemos grandes de novo. Fizemos-nos Palmeiras. Como sempre deve ser.

Não é a liderança. Não será o título. Nem mesmo o acesso. Nada disso provará o nosso tamanho. São partidas, viradas e momentos como os de ontem que sempre deixarão claro para todos o tamanho e a grandeza do Palestra.

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Ficou a prova dos motivos pelos quais perder um duelo em casa, sob qualquer desculpa, é imperdoável. Foram 20 minutos de um total de 90 que valeram não só por cada minuto em cada um dos estádios da Série B, não só pela presença em partidas como a contra o Atlético-GO na última rodada de 2012, com o Palestra já rebaixado. Valeram por cada segundo que me fiz presente em qualquer cancha onde o Palmeiras estivesse presente. Valeram por cada decepção. Por cada tristeza.


Por que, afinal, torcer é sofrer e se decepcionar em 99% do tempo, não? A esperança e o alento são sempre pequenas alegrias como as vistas ontem, no Pacaembu. E são justamente elas que nos fazem estar presente em cada uma de todas as partidas do Palmeiras. Sempre!  




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Segue líder

Vitória. E menos uma rodada de martírio. Três pontos. E pouco menos de 2/3 de competição para voltarmos para o nosso lugar de direito. Público recorde. E um pouco mais de aproximação na relação clube-torcedor, tantas vezes conturbada e vítima de ganância por parte de dirigentes inaptos.

Sábado foi dia de um pouco mais de garra, luta, vontade, superioridade e triunfo. Foi dia de mais uma vitória de virada (mas já podemos voltar a começar marcando, ok), mais um triunfo que nos aproxima do retorno.

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O “Torcedor de Bancada” faz aqui nova menção às ações da PM. Ações estas tomadas por aqueles que deveriam prezar pela a segurança dentro do estádio, mas optam por atitudes lamentáveis e irresponsáveis, conforme relato da barra brava “Camorra 1914”, que pode ser conferido abaixo, e presenciadas por este blogueiro.


É exatamente esse o tipo de atitude que faz que com ocorra o confrontamento e os torcedores passem a ser vistos por dirigentes, mídia e até mesmo outros torcedores alienados como vândalos. 






quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Menos uma (rodada)

Os preços dos ingressos continuam abusivos. O estádio (?) do São Caetano continua um lixo. O Palmeiras continua vencendo e líder da Série B. O que mudou é que diminui a cada rodada o número de partidas (e vitórias) necessárias para voltarmos ao topo. Agora faltam 25 rodadas e uma quantidade um tanto quanto menor de vitórias para alcançarmos nosso objetivo.

Não nos iludimos. A liderança (com folga) e o acesso (muito) antecipado são obrigações para um clube do nosso tamanho. Obrigações que resultados (e golaços) como os de ontem só tornam mais fáceis. Forza Palestra!


Pouco mais de 4 mil torcedores. A exemplo do Campeonato Paulista (que teve pouco mais de 2 mil), a medíocre diretoria do medíocre São Caetano optou por um estádio vazio ao invés de um verdadeiro ambiente de futebol. Paciência. Mas vale o questionamento: cobrando R$ 40 não teríamos um público (no mínimo) dobrado e um  duelo muito mais atraente?






segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mais três pontos

De novo simples e direto: o Palmeiras novamente soube se impor, ainda que seja indesculpável tomar um gol que pode nos complicar sem motivo nos minutos finais de uma partida controlada. Fazemos (cada dia mais) do Pacaembu nossa casa temporária e cada dia mais nos sentimos à vontade com isso. Precisamos confirmar o quanto antes o acesso para nos focarmos na Copa do Brasil e não teremos o Palestra Itália até ano que vem. Por isso, vale sempre o apoio e o bom futebol.


Amanhã é dia de Palmeiras. Ainda que os filhos da puta da diretoria medíocre do São Caetano estejam tentando assaltar o torcedor palmeirense (confira aqui), estaremos lá, na esperança de humilhá-los em seus domínios. Forza Palestra!





sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Aumento Injustificável

A diretoria da AD São Caetano divulgou ontem os valores dos ingressos para a partida contra o Palmeiras, na próxima terça-feira, às 19h30, em São Caetano do Sul. A exemplo da medida tomada durante a primeira fase do Campeonato Paulista, os preços dos ingressos foram elevados em relação às demais partidas do clube na competição, determinando inacreditáveis R$ 80 para a arquibancada, seja ela no setor de visitantes ou locais.



A medida, absurda pela quantia envolvida, torna-se ainda mais inexplicável se considerarmos os valores cobrados pelo mesmo setor nos outros duelos da Série B que tiveram o clube de São Caetano como mandante. Contra Ceará (CE), Chapecoense (SC), Atlético (GO), Avaí (SC), Guaratinguetá (SP) e ABC (RN) o mesmo setor teve custo de R$ 20. Ou seja, mesmo em se tratando de partidas válidas pela mesma competição, pela mesma fase, no mesmo local e para o mesmo setor, a diretoria do clube resolveu por bem elevar em 300% o valor da entrada.

A provável argumentação de valorizar o duelo contra o líder e time mais forte da competição não se justifica. O mesmo valor (R$ 80) foi adotado uma única vez pela diretoria do clube no ano. Justamente em partida contra o Palmeiras pela primeira fase do Campeonato Paulista. Pelo mesmo torneio e fase, a ADSC também teve o mando de jogo contra o São Paulo. E cobrou um valor de R$ 40 pela arquibancada. Ou seja, um aumento de apenas 100% em relação aos valores habitualmente utilizados e equivalente a 50% do preço cobrado para a partida frente ao Palestra algumas semanas depois. 



Poderíamos, então, exigir que a nossa diretoria confrontasse os dirigentes do São Caetano, exigindo o mesmo tratamento ou uma justificativa plausível para um aumento tão grande apenas para partidas contra o Palmeiras, correto? Não é bem assim que pensam nossos dirigentes, meus caros...

Em entrevista ao site “ESPN.com.br” ontem, o presidente Paulo Nobre afirmou o seguinte, referindo-se aos valores dos ingressos para o Allianz Parque, nossa futura casa: "Eu diria que esta [aumento dos preços] é uma tendência. Eu digo que os preços devem ficar mais caros, só que o sócio-torcedor vai ter um desconto condizente, para que ele tenha um preço mais justo, uma vez que já contribui financeiramente com o clube. O programa Avanti existe para facilitar a vida do torcedor. Com isso, teremos renda substanciais para ajudar o Palmeiras e ter as vantagens que o sócio-torcedor merece".

É claro que ele desconsidera os torcedores que não podem arcar com os custos do programa de ST. Ao mesmo tempo, ao fornecer esse tipo de declaração, da qual se presume que os valores dos ingressos do setor de visitantes também serão elevados, perde-se a argumentação contrária ao aumento dos preços por parte dos nossos adversários, que, dessa forma, não podem (e nem são) ser confrontados por seus aumentos arbitrários e injustificáveis nas partidas nas quais atuamos como visitantes.

Assim, nós, torcedores, ficamos de mãos atadas, principalmente quando as ações e palavras de nossos dirigentes acabam por corroborar esses absurdos aumentos por parte de nossos adversários. 

Entende-se que, pela mediocridade, tamanho e falta de importância de um clube mantido pela administração municipal, os dirigentes optem por soluções pontuais a fim de se obter maiores receitas em determinados jogos. Principalmente nos decisivos e frente aos grandes clubes. O que não se percebe nessa equação é que a medida se traduz em um tiro no pé, já que o aumento diminui drasticamente a presença do público, mesmo contra um grande clube. Com esse mesmo valor adotado durante o Paulistão, somente 2.360 torcedores estiveram presentes no jogo entre São Caetano x Palmeiras, em pleno domingo, às 16h.

Não à toa, o clube de São Caetano tem a pior média de público na Série B: míseros 407 presentes por partida. Na última rodada, contra o ABC, o estádio Anacleto Campanella recebeu apenas 344 torcedores. E nem foi o pior público do time, que teve na 4ª rodada do torneio com apenas 282 torcedores para ver a vitória sobre o Atlético (GO). No Campeonato Paulista o cenário não foi muito diferente, com a ADSC obtendo a pior média de público entre os 20 clubes participantes da série A1 (1.810 torcedores por partida).

Para compensar esses péssimos números, frutos da falta de tradição, história e estrutura de um clube que segue religiosamente os preceitos do futebol "moderno" e visão "empresarial", esses valores são repassados para o elo mais fraco (e apaixonado) dessa cadeia: nós, torcedores.

Ficamos, assim, sujeitos às determinações por parte de dirigente que nem mesmo se fazem presentes nas arquibancadas. “Gestores profissionais” que decidem preços, determinam cargas e tomam decisões baseados em experiências quase sempre distantes de quem vive o dia-a-dia do futebol de dentro dos estádios. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

De goleada

Sendo simples e direto: o Palmeiras novamente impôs-se como o grande que deve ser. Jogando em seus domínios, com um bom público até (considerando a escolha infeliz do horário e o dia da semana), fez sua parte e, mesmo jogando menos do que se espera em determinados momentos, goleou um clube de tamanho tão inferior que deve ter vivenciado o ápice ao visitar o Pacaembu e enfrentar a SEP.


Amanhã é dia de Palmeiras. Dois duelos em casa dentro da mesma semana. O que mais poderíamos querer? Bora para o Pacaembu fazer nossa parte!