segunda-feira, 30 de setembro de 2013

De volta ao combate

Quase um mês distante dos estádios, o retorno ao Pacaembu tinha tudo para ser marcado com uma goleada sobre o frágil América, do Rio Grande do Norte. Era um triunfo que ampliaria a boa fase do clube e aumentaria ainda mais nossa vantagem na ponta e tornaria ainda mais próximo o fim do inferno que é a Série B.

Era. Por que em se tratando de Palmeiras quase nenhum resultado pode nos surpreender. Criamos mais, mas paramos em finalizações que quase nunca ameaçaram realmente o gol adversário. Em contrapartida, por muito pouco (e muito Prass) não saímos de casa derrotados.

A vantagem é grande. O acesso questão de tempo. Assim como o título, que pouco ou nada nos acrescenta. A missão tem de ser voltar e preparar o time para o ano do centenário. E que seja um ano marcado por glórias, honras e títulos. Além de comemorações, obviamente.

Mas que dava pra marcar o meu retorno com três pontos, ah isso dava!

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Não se sabe ainda o local dos duelos contra Figueirense e Guaratinguetá. Obviamente que, jogando contra CBF, STJD, Globo e todos os adversários possíveis, não nos deixariam passar incólumes dessa briga entre Mancha e TUP.

A questão agora é qual será o local escolhido pela direção palestrina para os duelos. É justo que ambos sejam o mais perto possível dentro do que a punição permita para possibilitar a ida dos torcedores paulistanos. É vital para manter o bom momento do time. E também nos afastar de locais que já provaram ser inúteis, como Presidente Prudente, Ribeirão Preto, etc...


E não me venham com esse papo de Campo Grande, por favor...





quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Retomada

E começou a caminhada rumo ao título da Copa do Brasil. Um torneio traiçoeiro, como nossos rivais puderam sentir na noite de ontem. Mas onde temos a obrigação de depositarmos todas as nossas fichas, já que é nossa única chance de alcançarmos a Libertadores no ano do centenário. E a estreia foi boa.

Ainda que pudéssemos largar com uma vantagem um tanto quanto mais larga, dada a quantidade de chances desperdiçadas, um triunfo mínimo foi o que a noite de ontem nos reservou. Vitória importante e que pode fazer toda a diferença se conseguirmos um gol fora na próxima semana, em Curitiba. Reflexos de um regulamento estúpido que privilegia os gols fora de casa.

Sigamos em frente que agora nossa batalha será dividida entre garantir o retorno ao topo o mais rápido possível, missão que devemos cumprir com relativa facilidade, para então nos focarmos no que realmente importa: enfileirar taças. E taças de torneios de elite, dignos de Palmeiras.

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Obviamente o horário das 19h30 é ingrato e formulado por bastardos que nunca puseram os pés em uma cancha (ou há um bom tempo não o fazem e perderam o espírito da mesma). Mas pouco mais de 20 mil pessoas para um jogo eliminatório da Copa do Brasil faz por merecer a pergunta: cadê o bando de filhodaputa que defende o preço do ingresso mais caro para “privilegiar” o sócio-torcedor? Por que muitos torcedores de bancada ontem ficaram sem ingresso. Mas os espaços vazios tomaram conta do estádio. Algo está errado nessa fórmula, não?!




domingo, 18 de agosto de 2013

Épico

25 minutos do segundo tempo. Jogo em casa. Fraca atuação e dois gols de desvantagem no placar. O que vem à sua cabeça nesse momento? Milhares de possibilidades. Mas para um torcedor, torcedor de verdade mesmo, uma opção jamais será considerada: parar de cantar, vibrar e apoiar.

Foi o que fizemos ontem, no Pacaembu. Não sei o que cada um dos torcedores presentes que continuou vibrando acreditava, mas eu pensei “já estamos aqui, meu time é líder do campeonato, então continuo dando meu apoio, seja na vitória, seja na derrota. O empate? Pode ser que não venha, mas e daí? A vitória? Bom, bora cantar...”

E ontem foi daqueles jogos que mostrou por que futebol é futebol. Por que o Palmeiras é e sempre será o Palmeiras. E por que os outros times (Paysandu aí incluso) serão sempre os outros.

Times que jogam retrancados são e sempre serão uma constante contra um grande. E essa atitude por si só já os definem como devem ser: pequenos. Indignos de fazer frente ao Palestra.

Saímos atrás, jogamos mal, pouco criamos, tomamos mais um, mas quando todos já nos davam como mortos nos fizemos grandes de novo. Fizemos-nos Palmeiras. Como sempre deve ser.

Não é a liderança. Não será o título. Nem mesmo o acesso. Nada disso provará o nosso tamanho. São partidas, viradas e momentos como os de ontem que sempre deixarão claro para todos o tamanho e a grandeza do Palestra.

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Ficou a prova dos motivos pelos quais perder um duelo em casa, sob qualquer desculpa, é imperdoável. Foram 20 minutos de um total de 90 que valeram não só por cada minuto em cada um dos estádios da Série B, não só pela presença em partidas como a contra o Atlético-GO na última rodada de 2012, com o Palestra já rebaixado. Valeram por cada segundo que me fiz presente em qualquer cancha onde o Palmeiras estivesse presente. Valeram por cada decepção. Por cada tristeza.


Por que, afinal, torcer é sofrer e se decepcionar em 99% do tempo, não? A esperança e o alento são sempre pequenas alegrias como as vistas ontem, no Pacaembu. E são justamente elas que nos fazem estar presente em cada uma de todas as partidas do Palmeiras. Sempre!  




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Segue líder

Vitória. E menos uma rodada de martírio. Três pontos. E pouco menos de 2/3 de competição para voltarmos para o nosso lugar de direito. Público recorde. E um pouco mais de aproximação na relação clube-torcedor, tantas vezes conturbada e vítima de ganância por parte de dirigentes inaptos.

Sábado foi dia de um pouco mais de garra, luta, vontade, superioridade e triunfo. Foi dia de mais uma vitória de virada (mas já podemos voltar a começar marcando, ok), mais um triunfo que nos aproxima do retorno.

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O “Torcedor de Bancada” faz aqui nova menção às ações da PM. Ações estas tomadas por aqueles que deveriam prezar pela a segurança dentro do estádio, mas optam por atitudes lamentáveis e irresponsáveis, conforme relato da barra brava “Camorra 1914”, que pode ser conferido abaixo, e presenciadas por este blogueiro.


É exatamente esse o tipo de atitude que faz que com ocorra o confrontamento e os torcedores passem a ser vistos por dirigentes, mídia e até mesmo outros torcedores alienados como vândalos. 






quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Menos uma (rodada)

Os preços dos ingressos continuam abusivos. O estádio (?) do São Caetano continua um lixo. O Palmeiras continua vencendo e líder da Série B. O que mudou é que diminui a cada rodada o número de partidas (e vitórias) necessárias para voltarmos ao topo. Agora faltam 25 rodadas e uma quantidade um tanto quanto menor de vitórias para alcançarmos nosso objetivo.

Não nos iludimos. A liderança (com folga) e o acesso (muito) antecipado são obrigações para um clube do nosso tamanho. Obrigações que resultados (e golaços) como os de ontem só tornam mais fáceis. Forza Palestra!


Pouco mais de 4 mil torcedores. A exemplo do Campeonato Paulista (que teve pouco mais de 2 mil), a medíocre diretoria do medíocre São Caetano optou por um estádio vazio ao invés de um verdadeiro ambiente de futebol. Paciência. Mas vale o questionamento: cobrando R$ 40 não teríamos um público (no mínimo) dobrado e um  duelo muito mais atraente?






segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mais três pontos

De novo simples e direto: o Palmeiras novamente soube se impor, ainda que seja indesculpável tomar um gol que pode nos complicar sem motivo nos minutos finais de uma partida controlada. Fazemos (cada dia mais) do Pacaembu nossa casa temporária e cada dia mais nos sentimos à vontade com isso. Precisamos confirmar o quanto antes o acesso para nos focarmos na Copa do Brasil e não teremos o Palestra Itália até ano que vem. Por isso, vale sempre o apoio e o bom futebol.


Amanhã é dia de Palmeiras. Ainda que os filhos da puta da diretoria medíocre do São Caetano estejam tentando assaltar o torcedor palmeirense (confira aqui), estaremos lá, na esperança de humilhá-los em seus domínios. Forza Palestra!





sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Aumento Injustificável

A diretoria da AD São Caetano divulgou ontem os valores dos ingressos para a partida contra o Palmeiras, na próxima terça-feira, às 19h30, em São Caetano do Sul. A exemplo da medida tomada durante a primeira fase do Campeonato Paulista, os preços dos ingressos foram elevados em relação às demais partidas do clube na competição, determinando inacreditáveis R$ 80 para a arquibancada, seja ela no setor de visitantes ou locais.



A medida, absurda pela quantia envolvida, torna-se ainda mais inexplicável se considerarmos os valores cobrados pelo mesmo setor nos outros duelos da Série B que tiveram o clube de São Caetano como mandante. Contra Ceará (CE), Chapecoense (SC), Atlético (GO), Avaí (SC), Guaratinguetá (SP) e ABC (RN) o mesmo setor teve custo de R$ 20. Ou seja, mesmo em se tratando de partidas válidas pela mesma competição, pela mesma fase, no mesmo local e para o mesmo setor, a diretoria do clube resolveu por bem elevar em 300% o valor da entrada.

A provável argumentação de valorizar o duelo contra o líder e time mais forte da competição não se justifica. O mesmo valor (R$ 80) foi adotado uma única vez pela diretoria do clube no ano. Justamente em partida contra o Palmeiras pela primeira fase do Campeonato Paulista. Pelo mesmo torneio e fase, a ADSC também teve o mando de jogo contra o São Paulo. E cobrou um valor de R$ 40 pela arquibancada. Ou seja, um aumento de apenas 100% em relação aos valores habitualmente utilizados e equivalente a 50% do preço cobrado para a partida frente ao Palestra algumas semanas depois. 



Poderíamos, então, exigir que a nossa diretoria confrontasse os dirigentes do São Caetano, exigindo o mesmo tratamento ou uma justificativa plausível para um aumento tão grande apenas para partidas contra o Palmeiras, correto? Não é bem assim que pensam nossos dirigentes, meus caros...

Em entrevista ao site “ESPN.com.br” ontem, o presidente Paulo Nobre afirmou o seguinte, referindo-se aos valores dos ingressos para o Allianz Parque, nossa futura casa: "Eu diria que esta [aumento dos preços] é uma tendência. Eu digo que os preços devem ficar mais caros, só que o sócio-torcedor vai ter um desconto condizente, para que ele tenha um preço mais justo, uma vez que já contribui financeiramente com o clube. O programa Avanti existe para facilitar a vida do torcedor. Com isso, teremos renda substanciais para ajudar o Palmeiras e ter as vantagens que o sócio-torcedor merece".

É claro que ele desconsidera os torcedores que não podem arcar com os custos do programa de ST. Ao mesmo tempo, ao fornecer esse tipo de declaração, da qual se presume que os valores dos ingressos do setor de visitantes também serão elevados, perde-se a argumentação contrária ao aumento dos preços por parte dos nossos adversários, que, dessa forma, não podem (e nem são) ser confrontados por seus aumentos arbitrários e injustificáveis nas partidas nas quais atuamos como visitantes.

Assim, nós, torcedores, ficamos de mãos atadas, principalmente quando as ações e palavras de nossos dirigentes acabam por corroborar esses absurdos aumentos por parte de nossos adversários. 

Entende-se que, pela mediocridade, tamanho e falta de importância de um clube mantido pela administração municipal, os dirigentes optem por soluções pontuais a fim de se obter maiores receitas em determinados jogos. Principalmente nos decisivos e frente aos grandes clubes. O que não se percebe nessa equação é que a medida se traduz em um tiro no pé, já que o aumento diminui drasticamente a presença do público, mesmo contra um grande clube. Com esse mesmo valor adotado durante o Paulistão, somente 2.360 torcedores estiveram presentes no jogo entre São Caetano x Palmeiras, em pleno domingo, às 16h.

Não à toa, o clube de São Caetano tem a pior média de público na Série B: míseros 407 presentes por partida. Na última rodada, contra o ABC, o estádio Anacleto Campanella recebeu apenas 344 torcedores. E nem foi o pior público do time, que teve na 4ª rodada do torneio com apenas 282 torcedores para ver a vitória sobre o Atlético (GO). No Campeonato Paulista o cenário não foi muito diferente, com a ADSC obtendo a pior média de público entre os 20 clubes participantes da série A1 (1.810 torcedores por partida).

Para compensar esses péssimos números, frutos da falta de tradição, história e estrutura de um clube que segue religiosamente os preceitos do futebol "moderno" e visão "empresarial", esses valores são repassados para o elo mais fraco (e apaixonado) dessa cadeia: nós, torcedores.

Ficamos, assim, sujeitos às determinações por parte de dirigente que nem mesmo se fazem presentes nas arquibancadas. “Gestores profissionais” que decidem preços, determinam cargas e tomam decisões baseados em experiências quase sempre distantes de quem vive o dia-a-dia do futebol de dentro dos estádios. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

De goleada

Sendo simples e direto: o Palmeiras novamente impôs-se como o grande que deve ser. Jogando em seus domínios, com um bom público até (considerando a escolha infeliz do horário e o dia da semana), fez sua parte e, mesmo jogando menos do que se espera em determinados momentos, goleou um clube de tamanho tão inferior que deve ter vivenciado o ápice ao visitar o Pacaembu e enfrentar a SEP.


Amanhã é dia de Palmeiras. Dois duelos em casa dentro da mesma semana. O que mais poderíamos querer? Bora para o Pacaembu fazer nossa parte!






segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pelo fim dos clubes "Ltda"

Guaratinguetá. Pouco mais de 100 mil habitantes. Distante 175 km da capital paulista. Denominada (imagina-se que por seus próprios moradores) de “Capital do Fundo do Vale”, seja lá o que isso significa. Cidade pacata, típica dessas de clubes pertencentes à Série A2, A3 do Campeonato Paulista. O que torna pouco comum que um time daí esteja presente na Série B do Campeonato Brasileiro, segundo nível nacional (bem como jamais será comum a presença do Palmeiras nesse nível, mas...).

É importante deixar claro a diferença entre clubes tradicionais do interior e aberrações como essas. Agremiações tradicionais e históricas como Internacional de Limeira, São José, XV de Piracicaba e XV de Jaú conquistaram em campo e por méritos próprios seus lugares nos livros e almanaques do futebol paulista. Distante de elenco artificialmente inchados e investimentos escusos. Ainda que, por vezes, empresários e políticos locais os utilizassem, seu passado e valor histórico são indiscutíveis. São adversários merecedores de respeito. Adversários duros e contra os quais as partidas tem um sabor diferenciado. Uma vitória tem valor...

Muito diferente do que representa o adversário do Palestra no último sábado. De início, um clube que tenha a razão social como nome já diz muito sobre seu real significado: “Guaratinguetá Futebol Ltda”. Limitada. Termo legal para restringir a responsabilidade (financeira, cível e) empresarial de seus sócios. Aqui se tem claramente que o objetivo do clube é lucrar. Lucrar para seus sócios, em cima de seus torcedores (e de seus adversários) e em cima do futebol, sobretudo.

Seu site informa que os clássicos são disputados contra o tradicional São José EC. Façam-me o favor, meus caros! Respeitem a história e tradição do São José e até mesmo a história da própria cidade de Guaratinguetá. O grande rival da Águia do Vale é o EC Taubaté, sendo que alguns grandes embates foram travados frente à extinta Esportiva de Guaratinguetá, essa sim merecedora de respeito.

Quem esteve presente ao Estádio Ninho da Garça (uma típica cancha interiorana, com seus erros e acertos, mas digna de receber uma partida) no último sábado pôde constatar a aberração na qual se constitui um clube de empresários. Desconheço a história e tradição da organizada “Fúria Tricolor”, única que claramente se fez presente ao estádio. Pode ser que a mesma tenha origem na extinta Esportiva, mas apoiar um clube bancado por uma empresa é sujeitar a própria história do esporte na cidade ao limbo.

Muitos torcedores palmeirenses compraram entradas na torcida local, composta majoritariamente por visitantes, que praticamente preencheram o estádio de verde e branco, relegando o vermelho ao segundo plano. Algo inaceitável em verdadeiros palcos do futebol. Mas comum quando se pensa no esporte aliado a interesses empresariais, que visam exclusivamente o lucro.

Os mesmos interesses que fizeram com que o clube se mudasse para Americana em 2011, disputando os torneios com outra denominação e em outra sede. Os mesmos interesses que devolveram a empresa (e o time) à cidade no ano seguinte. Os mesmos interesses da empresa que afundou agremiações tradicionais do futebol brasileiro, como Figueirense, Avaí, Fortaleza e Portuguesa Santista. Interesses da empresa Sony Sports, que se diz especialista em “gestão de clubes”, seja lá o que signifique isso.

Esse panorama precisou ser feito a fim de ressaltarmos o tipo de adversários que enfrentamos nessa Série B. Clubes que ocasionalmente desgarram e avançam à Série A, mas cujo principal objetivo no futebol está em lucrar o máximo possível, seja com atletas, com gestão, com direitos de transmissão, mas, sobretudo sobre a paixão dos torcedores.

Com a tradição e história que possui, o Palmeiras tem a obrigação moral e esportiva de esmagar sempre que possível adversários desse tipo. Impedindo que cresçam ainda mais e tenham qualquer chance de avançar às divisões mais altas. Por isso, permitir que saiam com um ponto, ainda que tenham contado com a providencial ajuda da arbitragem, é inadmissível. E tem de ser sempre!

Por um retorno tranquilo ao topo, uma campanha decente na Série B, mas, sobretudo pelo bem do futebol, que no returno o Palmeiras humilhe e goleie o Guaratinguetá, em casa.

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Vale ressaltar que mesmo não sendo o adversário digno de tanto valor, o estádio Dario Rodrigues Leite, apelidado de “Ninho da Garça”, tem seus méritos. Encravado em uma espécie de elevação, tem uma vista excelente da partida e do entorno do estádio. Sem frescuras, é possível assistir o jogo em pé, contando com o bom e velho cimento para os torcedores. Uma ode ao futebol como esporte tradicional.






terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma vitória de clube grande

Dá pra falar pouco do resultado obtido em Florianópolis no último fim de semana sem cair na velha pecha de “a camisa pesou”. E pesou mesmo. Como sempre deve ser quando o Palmeiras entra em campo. Como um artigo que se fez raro nos últimos anos, dada as vergonhas constantes às quais nós, torcedores, somos submetidos por uma diretoria incompetente, quando não maldosa, e jogadores indignos de vestir nosso manto.

Mas duelos como os de sábado servem para nos lembrar do lugar ocupado pelo Palestra. Serve, também, para deixar claro nossa superioridade perante clubes que querem se fazer grandes à força, jogando no lixo história, tradição, camisa...

(Ok! No parágrafo acima todos compreendem que trato do SPFW, um time capaz de vender alma e coração para artificialmente crescer no mundo do futebol, amparado em uma falácia – futebol moderno – e em argumentos tão batidos quanto os termos “soberano”, “6-3-3” e qualquer lixo do gênero deixam claro)

Mas sábado foi nosso dia. Jogamos pouco, é verdade. Um empate não seria de todo injusto. Pelo futebol. Mas dentro do Orlando Scarpelli estavam mais do que apenas dois clubes. Estavam, sim, um clube tradicional, mas acostumado às divisões inferiores, frente a um rival gigante, enorme e longe de seu local de direito.

Pois bem. Com mais torcedores nossos do que deles (e nenhum número me provará o contrário. Discuto com quem por lá esteve), fizemos do maior estádio da capital catarinense a nossa casa. Debaixo de chuva e frio (muito frio) nos fizemos Palmeiras. Como sempre deve ser.

E pouco importa quem foram os responsáveis pela vitória. Pouco importa se começamos a montar ou não um time decente. Pouco importa a qualidade das peças. Importa, e muito, sairmos rápido da Série B e para ela nunca mais voltarmos.

Nosso lugar é no topo, meus caros. Por que aqui se tem camisa, tradição, títulos, história e, acima de tudo, paixão e torcida!

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Vale um adendo para parabenizar a diretoria do Guaratinguetá FC, time medíocre que resumiu sua venda de ingressos ao seu estádio local, distante 175 km da capital paulista, mesmo para a torcida visitante. O Palmeiras é um time paulistano, imbecis! E grande parte de seus torcedores se fazem presentes mesmo em partidas fora de casa. Aprendam, dirigentes de times pequenos!








segunda-feira, 15 de julho de 2013

Reencontro

Quase dois meses depois, enfim o Palmeiras voltou a sua casa. Sem muitas dificuldades e impondo sua tradição e camisa, o Palestra venceu o ABC na última sexta-feira. Venceu não. Goleou. Muito mais importante que o placar em si, contudo, foi o reencontro do torcedor com o seu time. Por que digam o que quiserem, apoiem quem for, mas por inaptidão (ou qualquer outra característica que a defina melhor) da nossa diretoria, levar uma partida como mandante para Presidente Prudente é querer afastar da SEP seu bem mais precioso: o torcedor.

O torcedor fez sua parte, como sempre faz quando para esse fim é convocado, e fez-se fundamental para levar o Palmeiras a mais três pontos, subir ainda mais na tabela e reaproximar-se de seu único objetivo no calvário atual: voltar ao seu lugar de origem e direito na próxima temporada.

Não é preciso entrar na discussão sobre o que é torcer, o que significa fazer a sua parte no estádio, etc. Estar na cancha e incentivar o Palestra durante 90 minutos, sempre, mas sempre mesmo, que possível é e sempre será meu objetivo principal. E para aqueles que seguem esse mesmo padrão, vale a dica: conheçam a “Camorra 1914”.

Mais do que uma torcida organizada, uma barra brava. A única palestrina. Com um ideal e objetivo claro: apoiar o Palmeiras onde for preciso, durante 90 minutos e sempre. Simples assim. E eficiente. Presenciar essa forma de torcer, ainda que momentaneamente pequena, é gratificante. Simboliza exatamente o ideal de torcedor que todos nós que sentimos essa angustiante necessidade de estar no estádio junto ao time. É uma ode ao futebol como esporte, com tudo que ele representa: garra, luta, superação, paixão. E uma lição para todos os filhosdaputa defensores do “futebol moderno”, seja lá o que for que signifique esse termo.

Torcer com uma barra brava é diferente e resume bem o significado de um torcedor de bancada. Atrai a atenção de todos aqueles que estão próximos e se interessam em conhecer um pouquinho mais sobre os “malucos que não param de apoiar”. Isso representa o Palmeiras e é exatamente o que a diretoria tenta cada vez mais afastar do estádio: o torcedor comum. Aqueles que sempre brigaram, apoiaram, cantaram, vaiaram, mas, acima de tudo, se fizeram presentes quando preciso.

Entendam, caros senhores Paulo Nobre e Brunoro: o Palmeiras pode até se profissionalizar, investir em marketing, gestão e qualquer outro termo moderno. Mas no fim e no fundo seremos sempre os mesmos, em qualquer situação e/ou fase, que lá estarão com o time: os mesmos de sexta, de Recife, de Arapiraca ou de Volta Redonda. Os verdadeiros palestrinos. Sempre.

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Obviamente que o estádio esteve mais cheio do que de costume, muito graças aos quase 60 dias de abstinência do torcedor paulistano. E é bem verdade também que não devemos nos acostumar com um público tão presente enquanto a relação nível do elenco/campanha/preço do ingresso não estiver minimamente equilibrada. Mas que quase 25 mil pessoas no Pacaembu apoiando o Palmeiras é algo indescritível e digno dos melhores dias, ah isso é...