terça-feira, 26 de março de 2013

Clássico?


Um dos temas que mais discutidos no início do ano é a fraca presença de público nos campeonatos estaduais. Os números estão aí para provar que, de fato, o torcedor está pouco presente nos estádio nesse começo de ano. Não há uma explicação única, talvez uma convergência de inúmeros fatores (jogos de níveis técnicos mais baixos, ingressos mais caros, times ainda em fase de preparação, etc.), mas como minha preocupação restringe-se ao Palmeiras me preocupa ainda mais o fato do time ter a pior média de público entre os quatro grandes do estado.

Ontem, no Pacaembu, tivemos mais um péssimo público presente ao jogo entre SEP e Santos. É, sem dúvidas, um clássico menos atrativo do que os duelos contra SPFW e SCCP, mas mesmo assim é um clássico. E como tal deveria ter, senão casa cheia, um número respeitável. Respeitável eu considero na casa dos 20 mil. Falar em menos do que isso é ir contra o que se espera do esporte mais popular do dito “país do futebol”.

Estamos tratando da quarta maior torcida (numericamente falando) do Brasil. E atualmente não colocamos 15 mil pessoas em nossas partidas jogando na nossa própria cidade. Nem mesmo em clássicos. É decepcionante e péssimo para a SEP. Não só perante seu torcedor, mas como argumento de negociação de cotas televisas e patrocínios. É, antes de tudo, uma afronta à própria imagem do clube, hoje representada por grandes espaços vazios em suas partidas.

Há pouco a fazer por parte do torcedor que busca estar presente em todos os jogos (entre os quais me incluo), além de convencer o máximo possível de conhecidos e apoiar o time no estádio. Há muito a ser feito pela diretoria enquanto há tempo. Mas parece faltar interesse da própria. Enquanto essa peca pela omissão, vale o chamado ao torcedor palestrino: o clube precisa de você mais do que nunca. O momento é ruim, o time é fraco, os árbitros e as federações (CBF, FPF) não ajudam, inexistimos politicamente, mas a única coisa que realmente continua valendo está lá: a camisa.

Quando ela entra em campo continua representando tudo o que foi conquistado, todas as batalhas, todos os heróis, todas as glórias e até mesmo as derrotas que nos trouxeram até aqui. Os exemplos variam, mas sempre que a torcida atendeu o chamado do clube conseguiu reerguê-lo, levá-lo nos ombros ao lugar onde merece. Agora é a hora e o momento da torcida realmente mostrar que pode influenciar.

Uma influência na qual eu realmente acredito. Seja o torcedor organizado, comum, ocasional ou aquele que nunca tenha frequentado o estádio. Essa é a hora de se fazer presente. De mostrar que você é mesmo palmeirense e que apoia o clube, incondicionalmente. Bora ver o Palestra!

Arquibancada Amarela

Arquibancada Amarela/Verde

Entrada Pacaembu

Tobogã / Cadeiras e Setor Visitante

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cadê o torcedor?


4.160 pagantes. Quatro mil! Não, você não leu errado. Esse foi o público que comprou ingressos para a partida de ontem, contra o Botafogo. Pífio e triste. Acho que esses dois termos definem bem o apoio da torcida palmeirense quando o time joga em casa. E tornam ainda mais complicada a vida de quem espalha o fato da torcida do clube ser uma das mais presentes, acolhedoras, etc.

Falávamos ontem, no Pacaembu, que aquele público era similar ao que estava presente no jogo contra o Atlético-GO, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2012, quando o rebaixamento já estava concretizado. Na verdade, era mais do que similar. Eram quase os mesmos presentes aos dois jogos. Arrisco dizer que, tirando uns 20 ou 30% que sempre variam, o restante da torcida são sempre os mesmos, palmeirenses até a alma e presentes em qualquer jogo, qualquer fase, em qualquer momento que o Palestra estiver.

Tirando esses cerca de 2 ou 3 mil torcedores, pode-se dizer que o Palmeiras enfrenta mais do que uma fase ruim. Enfrenta um distanciamento preocupante de seus torcedores (os que se autoproclamam “comuns”, sem ligações com organizadas). São várias as possibilidades de origem do problema: má fase, pouca qualidade técnica, fechamento do Palestra Itália, etc. Mas nada apaga o fato do Palmeiras perder terreno para os seus adversários nessa briga. E isso é ainda mais dolorido.

Sou daqueles que acredita mesmo que apoiar durante os 90 minutos, e em qualquer lugar possível, no triunfo ou no revés, seja minha obrigação. Não apenas ser torcedor de redes sociais, criticando ou elogiando atrás de um teclado. Mas entendo que boa parte (aliás, a maior parte) não é assim.

E o torcedor funciona na base da troca ou ganho mútuo. Se o time está mal, não tem jogador bom em campo, a competição não vale muito, está frio, o estádio fica longe, o ingresso está caro ou qualquer outra desculpa do tipo, esse “torcedor” não vai ao estádio. E somente ações efetivas por parte da diretoria podem surtir algum efeito nesse caso. O problema é que, hoje, o Palmeiras não faz nenhuma coisa nem outra. E se distancia de seu torcedor comum. Daquele que precisa de vantagens para estar próximo do clube.

Os riscos são enormes. Acompanhem: menos bilheteria, menos receita, menos investimento, menos time bom, menos interesse do público, menos partidas transmitidas, menos receita, menos investimento, menos time bom, menos interesse, menos bilheteria, etc. E convergem para o mesmo fim: um apequenamento inadmissível da instituição.

Não tenho fórmulas prontas e certeiras para resolver essa equação, mas acredito que uma reformulação do programa de Sócio Torcedor, com novos incentivos às adesões e manutenção das antigas seja vital, assim como investimento na qualidade do elenco, em peças que atraiam a atenção dos torcedores (muitos ainda consideram jogadores ídolos), além de um tratamento mais decente aos que vão ao estádio (o fechamento da escadaria do Pacaembu é mais uma prova de como o poder público não sabe tratar o torcedor). São ideias apenas, acho que até insuficientes diante do buraco no qual fomos colocados ultimamente. Mas algo precisa ser feito. E rápido.

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16 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil, 28.557 espremidos na final da Copa do Brasil na famigerada Arena Barueri e 11.904 assinaturas no abaixo-assinado pela extinção da Mancha. Onde estava metade (só metade) desses ontem? Por que no do Pacaembu passaram longe.


Arquibancada Verde

Arquibancada Amarela

Tobogã e Cadeira Laranja / Azul Coberta

Cadeira Laranja Central

Tobogã há poucos minutos do início da partida

Entrada do Pacaembu






terça-feira, 19 de março de 2013

Uma ideia na cabeça e o Palmeiras no coração





Moradores do ABC paulista e frequentadores assíduos da arquibancada palestrina há alguns anos (no Palestra, no Pacaembu ou mesmo na famigerada Arena Barueri), eu e meu irmãos somos, entre os amigos/conhecidos tidos como fanáticos, por estarmos presentes aos jogos do Palmeiras em casa sempre que possível. Dessa forma, acumulamos cerca de 15 a 20 partidas do Palmeiras nos últimos anos. Em alguns um pouco mais, em outros um pouco menos. Mas sempre presentes ao estádio quando o Palmeiras joga em casa ou nas regiões mais próximas da Grande São Paulo.

Inspirado por torcedores de bancada ainda mais fanáticos, há algum tempo venho trabalhando a ideia de acompanhar o Palmeiras nos jogos mais distantes. Se não o fazia antes, por culpa de faculdade, trabalho ou outros compromissos, os mesmos ainda não cessaram, mas cheguei a uma conclusão: os compromissos nunca irão terminar. Estaremos sempre sujeitos aos eventos que nos cercam, sejam eles de ordem profissional ou pessoal. Adiar essa ideia acabou tornando-se uma constante até o ano passado.

Após a final da Copa do Brasil em Curitiba, percebi que o torcedor de verdade, quando quer, está presente. E faz o possível quando lhe convém, pagando o preço que for ou fazendo qualquer loucura. O mesmo desejo que fez com que eu fizesse todo o possível para estar naquela decisão seria necessário para que eu começasse a acompanhar o Palmeiras nos jogos fora de casa.


De cara, vejo duas vantagens na ideia: a primeira é estar perto de seus iguais na vitória e na derrota. Isso para mim é o mais importante. Confesso que acho muito difícil assistir o Palmeiras longe da arquibancada. Seja qual for o resultado, só sinto que a minha missão está completa quando deixo o estádio após o jogo. É como se eu realmente tivesse feito a minha parte e contribuído com o time. Percebo nas pessoas que frequentam (e pela ausência nas que não frequentam) o estádio um sentimento parecido. Que não carece de maior detalhamento.


A segunda vantagem, uma espécie de bônus, confesso, é ter a oportunidade de conhecer o futebol brasileiro a fundo, em todos os cantos do país, em estádios diversos, com torcidas de costumes distintos e únicos. E dar asas à ideia de confeccionar um panorama do futebol brasileiro atual com todas as suas particularidades, não somente o lado conhecido do torcedor dos grandes centros.


Pois bem, logo após a conquista da Copa do Brasil comecei a pensar na logística da ideia. Não poderia colocá-la em prática no ato por alguns impedimentos profissionais, mas dei início ao planejamento para 2013. O primeiro desafio acabou tornando-se uma grande oportunidade. A queda para a Série B, mais do que me desanimar, acabou me incentivando a prosseguir. Não imagino satisfação maior do que a sensação de reerguer seu clube estando junto dele, sabendo que você esteve próximo em vários momentos bons e ruins, inclusive onde poucos o fizeram. Foi, de certa forma, até algo tranquilo.


O segundo entrave acabou sendo de ordem mais, digamos, burocrática. Dada a ineficiência da entidade que comanda nosso futebol, estamos há cerca de dois meses do início da principal competição interclubes nacional (e de suas divisões de acesso) e não temos nem mesmo um esboço do calendário dos clubes. Porra, CBF! Não precisa nem definir o dia exato e/ou horário e locais das partidas, mas ajudaria muito se divulgassem, no mínimo, o grupo de jogos com mandantes/visitantes em cada rodada. Já daria para reservarmos passagens e estadia.


De qualquer maneira, sem apoio ou não, estaremos lá. Nossa meta é estar com o Palestra em 2013 em todos os lugares possíveis. Em casa, por obrigação. E fora, por determinação. Belém, Arapiraca, Chapecó ou Varginha tiveram a sorte (ou azar) de estar na rota do Palmeiras pela Série B em 2013. Por consequência, deverão fazer parte da minha. Até lá!



O plano é colocarmos fotos, informações, dados e todos os detalhes possíveis dessas partidas. Nos próximos posts, tentarei detalhar um pouco mais quais os locais (cidades e estádios) nos aguardam durante a Série B. E aos interessados: em jogos no interior e/ou cidades mineiras/paranaenses iremos de carro e temos vagas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Chuva, frio e... Palmeiras!


Chuva, frio, preços abusivos, estádio precário e má fase. E mesmo assim mais de 2 mil torcedores estiveram presentes ao duelo de ontem, contra o São Caetano, no ABC. Foi um público pífio? Sim. Dado o valor absurdo cobrado pelos dirigentes “modernos”, contudo, não surpreende. R$ 80,00! Sim, oitenta! E isso tudo para ver um time apático, inofensivo, digno das piores exibições já vistas pela camisa palestrina.

Prefiro não falar da qualidade de um time que há muito decepciona. Até por que, quem tem Vinicius em campo não pode esperar muito mais que um empate contra o SC. É triste e doloroso ver o que estão fazendo com o Palmeiras. Mas mais triste do que isso é ver o próprio torcedor afirmar que a culpa da atual situação da SEP é do próprio torcedor.

Foi exatamente isso o que eu escutei de um conhecido: o torcedor palmeirense nunca está contente. Só quer saber de cornetar. Se o time ganha, como ganhou do Paulista, não está bom. Se empata fora de casa, como ontem, também não. É sério! Escutei mesmo essa argumentação. Que serve de embasamento para um jogador do quilate de um Maurício Ramos “parabenizar” o time pela exibição de ontem.

Primeiro, é importante esclarecer: quem são os torcedores? Os pouco mais de dois mil presentes ontem? Os membros de organizadas, que, ontem, se não eram os únicos, compunham quase que a metade dos presentes? Ou os acomodados dos sofás que reclamam de tudo e de todos, mas logo após o apito final já estavam discutindo as atrações do “Domingão do Faustão”?

Caros, o Palmeiras não precisa jogar bem. Não é essa exigência que o torcedor da bancada faz. Exige, apenas, que os onze quaisquer que vistam essa camisa lutem até o fim, com o máximo de raça e o mínimo de displicência possível. É inadmissível ver um time ser pressionado com dois jogadores a mais, em casa, frente a um rival do porte do Paulista (!). Ou tomar pressão e quase ser derrotado pelo lanterna da competição.

O pior (ou melhor, sei lá) é que os que utilizam esses argumentos não estão ao seu lado no estádio. Nem mesmo são capazes de assistir um número razoável de partidas e/ou conhecer um pouco da história da SEP antes de fazer tal comentário. Ao contrário, afirmam que os jogadores são patrimônios do clube. Se assim for, sinto lhes informar: o Palmeiras está com patrimônio negativo, e esse déficit ocorre há tempos.

Culpar a torcida é o primeiro passo para sufocar o único patrimônio verdadeiro, valioso e sustentável de um clube de futebol. O único que jamais trocará de lado (e que tem o poder de evitar que no futuro os demais o façam). Ou alguém acha que com a chuva, o frio e o preço dos ingressos de ontem algum jogador sairia de casa para “prestigiar” seus pares? É o tal profissionalismo, não? Palmeirense de verdade só tem um: o torcedor.


Afirmar que não foi ao jogo por causa do preço do ingresso eu até entendo, mas usar o tempo chuvoso como desculpa para não ir ao estádio é muito comodismo. Ao campo, vagabundos!

Imagens da bancada

Arquibancada Descoberta Visitante - lateral

Arquibancada Descoberta Visitante - atrás do gol

Setor Coberto

Arquibancada Descoberta Local

Arquibancada Descoberta Visitante - Entrada

quinta-feira, 14 de março de 2013

Questão de Bancada...




Como um blog que se pretende de arquibancada, da geral, do estádio, nada como dar o pontapé inicial no “Palmeirense de Arquibancada” tratando de um tema espinhoso, mas que não poderia passar batido após o recente episódio do aeroporto de Buenos Aires e os consequentes desdobramentos do ato que terminaram por colocar a principal torcida organizada do clube contra os demais torcedores. Algo que deve continuar refletindo nas arquibancadas palestrinas por um bom tempo.

Antes, é preciso deixar claro que o episódio da agressão (ou tentativa) de alguns torcedores da Mancha Verde no aeroporto de Buenos Aires, após a derrota do Palmeiras para o Tigre, é algo que não pode ser chancelado pela diretoria ou torcida. A defesa da agressão como forma de intimidar um atleta é por si só um absurdo, por mais que vez ou outra tenhamos imensa vontade de “trocar algumas palavras” com determinados atletas que tenham uma (ou várias) atuação ruim.

Tentativa de agressão, consumada ou não, deve ser punida como manda a lei, identificando os culpados, punindo-os e pondo um ponto final no assunto. Não é isso que foi feito. Após os episódios, teve início uma guerra aberta entre os chamados “torcedores comuns” e a principal torcida organizada do clube. É importante lembrar que a tensão entre as duas partes já existia. E ficou exposta de forma ainda mais visível durante a derrota para o Penapolense, onde a organizada foi xingada por uma parte da torcida após vaiar o meia Valdívia.

A partir daí, seguiram-se uma série de eventos que só fortaleceram o processo de divisão da torcida palestrina: abaixo-assinado para a extinção da torcida, diminuição da presença de público nos jogos, guerra aberta entre presidente do clube e organizada. Nas últimas semanas, o ambiente ficou ainda pior nas arquibancadas, com a clara divisão entre “prós Mancha” e “contra Mancha”, resultando num público pífio durante o clássico de domingo. E isso, meu caros, é uma aberração. Dividir e/ou descaracterizar um ambiente tão único como a arquibancada é de uma idiotice sem tamanho. Não há certos e errados. Ou, pelo menos, não já totalmente certos e totalmente errados. Todos têm suas opiniões e devem manifestá-las. Mas, acredito verdadeiramente, que isso deve ser feito no estádio, junto ao seu clube.

Dois argumentos que não consigo entender como alguém que se diz apaixonado pelo seu clube consegue utilizar:

“A Mancha tem que ser extinta”
Somente alguém que desconhece a (rica) história das torcidas palmeirenses pode dizer algo similar. Não somente Mancha, mas TUP, Savoia, qualquer grupo de amigos ou de torcedores que se unem para apoiar o Palmeiras. Uma ideia que nasceu com esse fim não pode ser extinta.

Diria que mais de 90% dos torcedores que assinaram esse abaixo-assinado não costumam frequentar o estádio. Até por que boa parte dos que lá estão buscam, sempre que possível, estar perto da organizada, aprender seus cantos, seus códigos. E mesmo os que não têm esse objetivo (mas frequentam o estádio) entendem a importância da mesma para o clima e o ânimo do estádio, principalmente nos momentos nos quais o time precisa de apoio. Quem nunca quis “ficar perto da Mancha” quando pequeno? Responder de forma sincera a esse questionamento já diz muito sobre os que se colocam contra ou a favor da torcida organizada.

“Não vou ao estádio em forma de protesto”
Acho um argumento inaceitável. E escutei isso de amigos que, acreditem, estiveram em inúmeras partidas (nesse ano, inclusive) ao meu lado. Vamos fazer um exercício de imaginação tendo por base o cenário utópico daqueles que pensam dessa forma: a maior parte dos que vão são membros da organizada. Se, sob forma de protesto, eu não for ao estádio, contribuirei para o seu esvaziamento. Mas, certamente, não para a diminuição da presença das organizadas. Resultando em uma parcela cada vez maior de torcedores organizados compondo os presentes aos estádios. Onde está a lógica de utilizar essa forma de protesto?

Não estou nem colocando em discussão o conteúdo, mas a forma. O respeito pelos argumentos contrários a manutenção da torcida devem ser feitos. Mas se a presença no estádio não ocorre por parte desses “torcedores”, o dito organizado continuará prevalecendo. E a força continuará a vir quase que exclusivamente dos torcedores organizados.


Pacaembu, 20h30. Adversário: Paulista, que briga tanto pela vaga no G-8 quanto contra o descenso. Ótima oportunidade para retomarmos o caminho dos gols e, principalmente, das vitórias. Vemos-nos por lá!