4.160 pagantes.
Quatro mil! Não, você não leu errado. Esse foi o público que comprou ingressos
para a partida de ontem, contra o Botafogo. Pífio e triste. Acho que esses dois
termos definem bem o apoio da torcida palmeirense quando o time joga em casa. E
tornam ainda mais complicada a vida de quem espalha o fato da torcida do clube
ser uma das mais presentes, acolhedoras, etc.
Falávamos ontem, no
Pacaembu, que aquele público era similar ao que estava presente no jogo contra
o Atlético-GO, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2012, quando o
rebaixamento já estava concretizado. Na verdade, era mais do que similar. Eram
quase os mesmos presentes aos dois jogos. Arrisco dizer que, tirando uns 20 ou
30% que sempre variam, o restante da torcida são sempre os mesmos, palmeirenses
até a alma e presentes em qualquer jogo, qualquer fase, em qualquer momento que
o Palestra estiver.
Tirando esses cerca
de 2 ou 3 mil torcedores, pode-se dizer que o Palmeiras enfrenta mais do que
uma fase ruim. Enfrenta um distanciamento preocupante de seus torcedores (os
que se autoproclamam “comuns”, sem ligações com organizadas). São várias as
possibilidades de origem do problema: má fase, pouca qualidade técnica,
fechamento do Palestra Itália, etc. Mas nada apaga o fato do Palmeiras perder
terreno para os seus adversários nessa briga. E isso é ainda mais dolorido.
Sou daqueles que
acredita mesmo que apoiar durante os 90 minutos, e em qualquer lugar possível,
no triunfo ou no revés, seja minha obrigação. Não apenas ser torcedor de redes
sociais, criticando ou elogiando atrás de um teclado. Mas entendo que boa parte
(aliás, a maior parte) não é assim.
E o torcedor funciona
na base da troca ou ganho mútuo. Se o time está mal, não tem jogador bom em
campo, a competição não vale muito, está frio, o estádio fica longe, o ingresso
está caro ou qualquer outra desculpa do tipo, esse “torcedor” não vai ao
estádio. E somente ações efetivas por parte da diretoria podem surtir algum
efeito nesse caso. O problema é que, hoje, o Palmeiras não faz nenhuma coisa
nem outra. E se distancia de seu torcedor comum. Daquele que precisa de
vantagens para estar próximo do clube.
Os riscos são
enormes. Acompanhem: menos bilheteria, menos receita, menos investimento, menos
time bom, menos interesse do público, menos partidas transmitidas, menos
receita, menos investimento, menos time bom, menos interesse, menos bilheteria,
etc. E convergem para o mesmo fim: um apequenamento inadmissível da
instituição.
Não tenho fórmulas
prontas e certeiras para resolver essa equação, mas acredito que uma
reformulação do programa de Sócio Torcedor, com novos incentivos às adesões e
manutenção das antigas seja vital, assim como investimento na qualidade do
elenco, em peças que atraiam a atenção dos torcedores (muitos ainda consideram
jogadores ídolos), além de um tratamento mais decente aos que vão ao estádio (o
fechamento da escadaria do Pacaembu é mais uma prova de como o poder público
não sabe tratar o torcedor). São ideias apenas, acho que até insuficientes
diante do buraco no qual fomos colocados ultimamente. Mas algo precisa ser
feito. E rápido.
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16 milhões de
torcedores espalhados pelo Brasil, 28.557 espremidos na final da Copa do Brasil
na famigerada Arena Barueri e 11.904 assinaturas no abaixo-assinado pela
extinção da Mancha. Onde estava metade (só metade) desses ontem? Por que no do
Pacaembu passaram longe.
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| Arquibancada Verde |
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| Arquibancada Amarela |
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| Tobogã e Cadeira Laranja / Azul Coberta |
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| Cadeira Laranja Central |
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| Tobogã há poucos minutos do início da partida |
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| Entrada do Pacaembu |
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