segunda-feira, 15 de abril de 2013

Para coroar a semana perfeita


A tarde foi sensacional, caros. Sem muitas preocupações e pouca responsabilidade, o Palmeiras fez sua parte. Mesmo com desfalques e/ou titulares poupados, venceu o Guarani no Pacaembu, onde cada vez mais a torcida volta a sentir-se em casa e fazer de lá o nosso lar momentâneo.  Venceu não. Goleou. Impôs seu jogo com calma e tranquilidade para garantir os três pontos.

Não precisamos falar em atuações individuais. Jogamos novamente como time, sem brilharecos passageiros que futuramente voltarão decepcionar o torcedor. Em sintonia com a torcida, parte vital nessa nova postura do time, os 11 fizeram sua parte e se sobrepuseram sem grandes dificuldades sobre um rival já rebaixado e muito aquém de duelos anteriores. Contra um time fraquíssimo nada mais justo do que golear e fortalecer ainda mais a moral para a viagem de Lima, na próxima semana.

Frio e tempo nublado não foram desculpa para os mais de 7 mil que lá estiveram e que não o sejam jamais para um jogo do Palestra. A torcida presente novamente mostrou apoio ao time, mesmo quando o adversário marcou seu único gol e reduziu a vantagem palmeirense. Vale dizer ainda que a postura do setor defensivo vem sendo perfeita nas últimas partidas: segura, sem grandes sustos e atuando de forma madura, sem erros infantis, que sempre cobram o seu preço.

Para ajudar, as derrotas dos rivais ainda animaram um pouco mais o fim de semana e coroaram a ótima semana palestrina, de vitórias, suadas e tranquilas, com garra e na raça, e vagas. E que assim continue. O processo de retomada da SEP será longo, árduo e precisará contar a cada dia com a presença e entrosamento perfeito de torcida, time e clube. Só assim para voltarmos ao nosso lugar de direito: o topo. Agora o foco é a Libertadores. E que venham os peruanos. Aliás, vamos!

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Uma coisa ainda é preciso deixar bem claro: pouco mais de 7 mil torcedores em uma partida em São Paulo, num domingo, é inadmissível para um clube do tamanho e da grandeza do Palmeiras. E não me venham falar de frio, chuva, importância do campeonato ou qualquer outra desculpa manjada. Em uma eventual final do Campeonato Paulista muitas dessas cairiam por terra na hora de brigar por um ingresso. O Palmeiras em campo já deveria ser motivo mais do que suficiente para aquele que se diz torcedor, em todos os sentidos.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Torcida que canta e vibra


Não importou os 11 que estiveram em campo. Não importou quem esteve no comando, dentro ou fora de campo. Não importou nem mesmo a situação atual do clube. Ontem, no Pacaembu, verde por adoção, a tradição entrou em campo. Novamente. Tecnicamente não tínhamos mais time. Nem psicologicamente, ressalta-se. Mas atentem-se: os senhores estão tratando de Palmeiras. Tradição, história, dignidade, luta... Chame do que quiser. Chame de Palestra.

Antes de exaltarem o adversário, lembre-se que estamos tratando de um clube paraguaio que não está nem mesmo entre os dois maiores do país. Que até o início da última década participara de apenas 3 edições da Copa Libertadores. Desmerecimento? Não. Constatação. Foi um duelo de um gigante, fortemente agredido nos últimos anos, contra um pequeno, quiçá médio, clube paraguaio. Não dava. Não deu. Não tinha como.

O Palmeiras é gigante demais. Tão grande que transforma atletas inexpressivos em heróis. Capaz de trazer à luta e transformar em guerreiros jogadores sem a mínima capacidade técnica. Não é demérito. É necessidade. Se nos agridem, nós reagimos. Adaptamos-nos. Transformamos-nos em algo ainda mais poderoso. Não tem técnica, vai na raça. Não tem raça, vai na tradição. Não tem tradição, vai na torcida. No fim é sempre aqui que terminamos. Na torcida. E que torcida...

Jovens, crianças, mulheres e idosos vibrando juntos e em sintonia. Apoiando acima de tudo. Durante o jogo inteiro. Acreditando. Se fazendo presente. É esse, sempre esse e tão somente esse, o objetivo de uma agremiação do futebol, meus caros: a torcida. E quando entende isso, o Palmeiras entende o significado de sua história. Entende o que tem de fazer dentro de campo. Entende de verdade o que é ser Palestra.

Há quantos jogos o estádio não pulsava dessa forma. Talvez desde a despedida de um santo. Ou desde a primeira final de nossa última conquista. Não, da forma como ontem levamos o time nas costas fazia mais tempo. Tanto mais que nem me recordo de bate e pronto, mas não importa. O que importa de verdade é que aqueles que vestiram o manto na noite de ontem puderam receber uma dose de palestrinidade inédita em suas carreiras. Dose essa importante para entenderem o que significa vestir essa camisa.

Não é um jogo que muda a difícil situação que nos encontramos. Mas o sentimento de que tem esse poder e a sensação de que pode fazer a diferença devem ser os primeiros passos para a torcida palmeirense mostrar sua força. E levar o time nas costas. Como manda a tradição.

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A missão continua domingo, contra o Guarani, no Pacaembu. Mas para que o apoio da torcida não diminua é importante que a parceria Futebol Card / Avanti funcione e não ocorram problemas como os relatados no blog “Palestrino de Verdade”. O apoio não pode parar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Uma tarde em Campinas


Os desafios não eram pequenos (aliás, quando envolve o Palmeiras nunca o são): duelo fora de casa, contra o vice-líder e único time invicto do Campeonato Paulista. Time poupado para o duelo da Libertadores de quinta campanha irregular, oscilações de desempenho. Tudo isso entra na conta do torcedor comum quando ele avalia se sai ou não de casa, pega o carro (ou ônibus/metrô), vai até o estádio e acompanha o seu time. A incerteza aumenta ainda mais quando o jogo acontece fora de casa, em outra cidade, com a incerteza sobre a venda de ingressos, etc...

Mas, sinceramente, não somos torcedores comuns. Somos palmeirenses acima de tudo, palestrinos no sentido puro da palavra. De forma que somente um próprio consegue entender. Não interessa a fase, não interessa o momento, não interessa os 11 que envergam nossa camisa e nem mesmo a escória que dirige a nossa instituição. Interessa, sim, que a camisa estará em campo. E com ela o devido respeito. Ir até Campinas foi (mais) um exercício de torcer. Mas torcer de verdade. Torcer como um apaixonado por seu clube, sua história, sua tradição e sua luta.

Os 21 mil ingressos vendidos antecipadamente para o duelo da próxima quinta-feira, contra o Libertad, deixam claro o ponto em questão: nas grandes batalhas todos querem estar, mas são as pequenas que te preparam para esses momentos, forjando seu sentimento e caráter de torcedor. Somente nesses jogos temos a oportunidade de conhecer nossos iguais, descobrir estádios singulares e representativos da verdadeira cultura do futebol brasileiro, encarar adversidades e chacotas dos adversários e voltar com o sentimento de dever cumprido.

Não é fácil. Nunca foi, nunca é e nunca será. Justifique para a companheira a saída de casa às 8h da manhã de um domingo e o retorno tarde da noite. Explique para os amigos o motivo do seu não comparecimento ao barzinho do fim de semana. Informe para seus familiares o que te leva não estar presente oo almoço de domingo... Ou melhor, não faça nada disso. Por que por mais que tentemos, jamais será possível explicar esse sentimento que justifica nossas ações.

A vitória sobra a Ponte Preta, acabando com a única invencibilidade ainda restante no Paulistão não foi o mais importante. A postura do time (tecnicamente ainda muito fraco), do técnico e da mídia também não. O vital foi mostrar que quando o Palmeiras está em campo, sua história, sua tradição, sua luta e sua camisa jogam sozinhas. Aliás, sozinha não. Jogam com a torcida. Sempre. E isso precisa ser reforçado mais do que nunca para adversários, jogadores, dirigente, imprensa e, principalmente, torcedores.

O sentimento de dever cumprido no retorno a São Paulo na noite de domingo era algo inexplicável. A euforia por uma vitória daquelas que demoram a cair no esquecimento. Foi (mais) um triunfo daqueles que justificam todas as partidas das quais voltamos com a derrota nas costas. Não que os reveses também não sejam importantes. Mas tardes como a de ontem valem muito. Para o time, para o clube, para os torcedores, mas principalmente para aqueles presentes ao Moisés Lucarelli domingo. Só esses puderam sentir de verdade o que é ser palmeirense. De bancada.

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Vale também um agradecimento à nossa diretoria por nos obrigar a escutar da historicamente virgem Ponte Preta o tradicional coro destinado aos clubes rebaixados. É inadmissível estarmos atrás da AAPP no Paulistão, quanto menos disputarmos a Série B enquanto eles permanecem por mais uma temporada na elite.

Ingresso para Arquibancada Visitante

Portão de entrada da Arquibancada Visitante

Vista das Arquibancadas Ponte / Cadeiras

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Uma obsessão alviverde!


“A Taça Libertadores é obsessão!” Nunca, em minha vida dentro do estádio, essa frase fez tanto sentido quanto ontem, no Pacaembu. Alma e coração não faltaram a um time desfalcado e (principalmente) limitado que precisava vencer para manter as chances de classificação na Libertadores da América. Ontem foi muito Palmeiras. Nem dá para dizer se algum jogador teve destaque ou outro esteve apagado. Pareceu um time só, mesclado, unido, raçudo, guerreiro. Vencedor (putaqueopariu, como é bom dizer isso)...

Não dá para esquecer a situação que o clube se encontra, nem achar que os que estão aí são craques, etc. Mas, pelo menos por uma noite, o Palmeiras mostrou que tem camisa. E que, se preciso, ela joga sozinha. E joga muito. Aliás, sozinha não. A torcida continua sendo imprescindível. E será sempre. Não importa se com a desculpa de que a competição valia algo (puta papinho de são-paulino), se era próximo de casa, se o horário era bom, etc. Importa é que ela se fez presente. E apoiou o time incondicionalmente.

Foi lindo. Foi mágico. Foi inesquecível. Mas o dever nos chama. E no próximo domingo enfrentaremos o único time invicto do Campeonato Paulista, vice-líder, fora de casa. A diretoria da Ponte nos ferrou, claro. Aumentou o preço do ingresso para R$ 60,00 (R$ 30,00 a meia entrada), a exemplo do São Caetano querendo faturar em cima da torcida alviverde. Estaremos lá mais uma vez, cantando, apoiando, vibrando e sendo mais Palmeiras a cada dia (se é que isso é possível).

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Bela sacada a da entrada destinada aos torcedores Avanti. Resta agora à diretoria pensar no torcedor ocasional, que ainda enfrenta filas gigantes no momento da revista policial. Vale também salientar que as filas para a compra de ingressos continuam absurdas. Relatos de mais de uma hora para comprar ingresso. Agilizem essa porra!

Arquibancada Amarela e Cadeira Descoberta

Entrada do Pacaembu

Vista da Arquibancada