sexta-feira, 12 de abril de 2013

Torcida que canta e vibra


Não importou os 11 que estiveram em campo. Não importou quem esteve no comando, dentro ou fora de campo. Não importou nem mesmo a situação atual do clube. Ontem, no Pacaembu, verde por adoção, a tradição entrou em campo. Novamente. Tecnicamente não tínhamos mais time. Nem psicologicamente, ressalta-se. Mas atentem-se: os senhores estão tratando de Palmeiras. Tradição, história, dignidade, luta... Chame do que quiser. Chame de Palestra.

Antes de exaltarem o adversário, lembre-se que estamos tratando de um clube paraguaio que não está nem mesmo entre os dois maiores do país. Que até o início da última década participara de apenas 3 edições da Copa Libertadores. Desmerecimento? Não. Constatação. Foi um duelo de um gigante, fortemente agredido nos últimos anos, contra um pequeno, quiçá médio, clube paraguaio. Não dava. Não deu. Não tinha como.

O Palmeiras é gigante demais. Tão grande que transforma atletas inexpressivos em heróis. Capaz de trazer à luta e transformar em guerreiros jogadores sem a mínima capacidade técnica. Não é demérito. É necessidade. Se nos agridem, nós reagimos. Adaptamos-nos. Transformamos-nos em algo ainda mais poderoso. Não tem técnica, vai na raça. Não tem raça, vai na tradição. Não tem tradição, vai na torcida. No fim é sempre aqui que terminamos. Na torcida. E que torcida...

Jovens, crianças, mulheres e idosos vibrando juntos e em sintonia. Apoiando acima de tudo. Durante o jogo inteiro. Acreditando. Se fazendo presente. É esse, sempre esse e tão somente esse, o objetivo de uma agremiação do futebol, meus caros: a torcida. E quando entende isso, o Palmeiras entende o significado de sua história. Entende o que tem de fazer dentro de campo. Entende de verdade o que é ser Palestra.

Há quantos jogos o estádio não pulsava dessa forma. Talvez desde a despedida de um santo. Ou desde a primeira final de nossa última conquista. Não, da forma como ontem levamos o time nas costas fazia mais tempo. Tanto mais que nem me recordo de bate e pronto, mas não importa. O que importa de verdade é que aqueles que vestiram o manto na noite de ontem puderam receber uma dose de palestrinidade inédita em suas carreiras. Dose essa importante para entenderem o que significa vestir essa camisa.

Não é um jogo que muda a difícil situação que nos encontramos. Mas o sentimento de que tem esse poder e a sensação de que pode fazer a diferença devem ser os primeiros passos para a torcida palmeirense mostrar sua força. E levar o time nas costas. Como manda a tradição.

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A missão continua domingo, contra o Guarani, no Pacaembu. Mas para que o apoio da torcida não diminua é importante que a parceria Futebol Card / Avanti funcione e não ocorram problemas como os relatados no blog “Palestrino de Verdade”. O apoio não pode parar.

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