Não importou os 11
que estiveram em campo. Não importou quem esteve no comando, dentro ou fora de
campo. Não importou nem mesmo a situação atual do clube. Ontem, no Pacaembu,
verde por adoção, a tradição entrou em campo. Novamente. Tecnicamente não
tínhamos mais time. Nem psicologicamente, ressalta-se. Mas atentem-se: os
senhores estão tratando de Palmeiras. Tradição, história, dignidade, luta...
Chame do que quiser. Chame de Palestra.
Antes de exaltarem o
adversário, lembre-se que estamos tratando de um clube paraguaio que não está
nem mesmo entre os dois maiores do país. Que até o início da última década
participara de apenas 3 edições da Copa Libertadores. Desmerecimento? Não.
Constatação. Foi um duelo de um gigante, fortemente agredido nos últimos anos,
contra um pequeno, quiçá médio, clube paraguaio. Não dava. Não deu. Não tinha
como.
O Palmeiras é gigante
demais. Tão grande que transforma atletas inexpressivos em heróis. Capaz de
trazer à luta e transformar em guerreiros jogadores sem a mínima capacidade
técnica. Não é demérito. É necessidade. Se nos agridem, nós reagimos. Adaptamos-nos.
Transformamos-nos em algo ainda mais poderoso. Não tem técnica, vai na raça.
Não tem raça, vai na tradição. Não tem tradição, vai na torcida. No fim é
sempre aqui que terminamos. Na torcida. E que torcida...
Jovens, crianças,
mulheres e idosos vibrando juntos e em sintonia. Apoiando acima de tudo. Durante
o jogo inteiro. Acreditando. Se fazendo presente. É esse, sempre esse e tão
somente esse, o objetivo de uma agremiação do futebol, meus caros: a torcida. E
quando entende isso, o Palmeiras entende o significado de sua história. Entende
o que tem de fazer dentro de campo. Entende de verdade o que é ser Palestra.
Há quantos jogos o
estádio não pulsava dessa forma. Talvez desde a despedida de um santo. Ou desde
a primeira final de nossa última conquista. Não, da forma como ontem levamos o
time nas costas fazia mais tempo. Tanto mais que nem me recordo de bate e
pronto, mas não importa. O que importa de verdade é que aqueles que vestiram o
manto na noite de ontem puderam receber uma dose de palestrinidade inédita em
suas carreiras. Dose essa importante para entenderem o que significa vestir
essa camisa.
Não é um jogo que muda
a difícil situação que nos encontramos. Mas o sentimento de que tem esse poder
e a sensação de que pode fazer a diferença devem ser os primeiros passos para a
torcida palmeirense mostrar sua força. E levar o time nas costas. Como manda a
tradição.
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A missão continua
domingo, contra o Guarani, no Pacaembu. Mas para que o apoio da torcida não
diminua é importante que a parceria Futebol Card / Avanti funcione e não
ocorram problemas como os relatados no blog “Palestrino de Verdade”. O apoio
não pode parar.
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