Os desafios não eram
pequenos (aliás, quando envolve o Palmeiras nunca o são): duelo fora de casa,
contra o vice-líder e único time invicto do Campeonato Paulista. Time poupado
para o duelo da Libertadores de quinta campanha irregular, oscilações de
desempenho. Tudo isso entra na conta do torcedor comum quando ele avalia se sai
ou não de casa, pega o carro (ou ônibus/metrô), vai até o estádio e acompanha o
seu time. A incerteza aumenta ainda mais quando o jogo acontece fora de casa,
em outra cidade, com a incerteza sobre a venda de ingressos, etc...
Mas, sinceramente,
não somos torcedores comuns. Somos palmeirenses acima de tudo, palestrinos no
sentido puro da palavra. De forma que somente um próprio consegue entender. Não
interessa a fase, não interessa o momento, não interessa os 11 que envergam
nossa camisa e nem mesmo a escória que dirige a nossa instituição. Interessa,
sim, que a camisa estará em campo. E com ela o devido respeito. Ir até Campinas foi (mais) um exercício
de torcer. Mas torcer de verdade. Torcer como um apaixonado por seu clube, sua
história, sua tradição e sua luta.
Os 21 mil ingressos
vendidos antecipadamente para o duelo da próxima quinta-feira, contra o
Libertad, deixam claro o ponto em questão: nas grandes batalhas todos querem
estar, mas são as pequenas que te preparam para esses momentos, forjando seu
sentimento e caráter de torcedor. Somente nesses jogos temos a oportunidade de
conhecer nossos iguais, descobrir estádios singulares e representativos da
verdadeira cultura do futebol brasileiro, encarar adversidades e chacotas dos
adversários e voltar com o sentimento de dever cumprido.
Não é fácil. Nunca
foi, nunca é e nunca será. Justifique para a companheira a saída de casa às 8h
da manhã de um domingo e o retorno tarde da noite. Explique para os amigos o motivo
do seu não comparecimento ao barzinho do fim de semana. Informe para seus
familiares o que te leva não estar presente oo almoço de domingo... Ou melhor,
não faça nada disso. Por que por mais que tentemos, jamais será possível
explicar esse sentimento que justifica nossas ações.
A vitória sobra a
Ponte Preta, acabando com a única invencibilidade ainda restante no Paulistão
não foi o mais importante. A postura do time (tecnicamente ainda muito fraco),
do técnico e da mídia também não. O vital foi mostrar que quando o Palmeiras
está em campo, sua história, sua tradição, sua luta e sua camisa jogam
sozinhas. Aliás, sozinha não. Jogam com a torcida. Sempre. E isso precisa ser
reforçado mais do que nunca para adversários, jogadores, dirigente, imprensa e,
principalmente, torcedores.
O sentimento de dever
cumprido no retorno a São Paulo na noite de domingo era algo inexplicável. A
euforia por uma vitória daquelas que demoram a cair no esquecimento. Foi (mais)
um triunfo daqueles que justificam todas as partidas das quais voltamos com a
derrota nas costas. Não que os reveses também não sejam importantes. Mas tardes
como a de ontem valem muito. Para o time, para o clube, para os torcedores, mas
principalmente para aqueles presentes ao Moisés Lucarelli domingo. Só esses
puderam sentir de verdade o que é ser palmeirense. De bancada.
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Vale também um
agradecimento à nossa diretoria por nos obrigar a escutar da historicamente
virgem Ponte Preta o tradicional coro destinado aos clubes rebaixados. É
inadmissível estarmos atrás da AAPP no Paulistão, quanto menos disputarmos a
Série B enquanto eles permanecem por mais uma temporada na elite.
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| Ingresso para Arquibancada Visitante |
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| Portão de entrada da Arquibancada Visitante |
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| Vista das Arquibancadas Ponte / Cadeiras |



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