segunda-feira, 8 de abril de 2013

Uma tarde em Campinas


Os desafios não eram pequenos (aliás, quando envolve o Palmeiras nunca o são): duelo fora de casa, contra o vice-líder e único time invicto do Campeonato Paulista. Time poupado para o duelo da Libertadores de quinta campanha irregular, oscilações de desempenho. Tudo isso entra na conta do torcedor comum quando ele avalia se sai ou não de casa, pega o carro (ou ônibus/metrô), vai até o estádio e acompanha o seu time. A incerteza aumenta ainda mais quando o jogo acontece fora de casa, em outra cidade, com a incerteza sobre a venda de ingressos, etc...

Mas, sinceramente, não somos torcedores comuns. Somos palmeirenses acima de tudo, palestrinos no sentido puro da palavra. De forma que somente um próprio consegue entender. Não interessa a fase, não interessa o momento, não interessa os 11 que envergam nossa camisa e nem mesmo a escória que dirige a nossa instituição. Interessa, sim, que a camisa estará em campo. E com ela o devido respeito. Ir até Campinas foi (mais) um exercício de torcer. Mas torcer de verdade. Torcer como um apaixonado por seu clube, sua história, sua tradição e sua luta.

Os 21 mil ingressos vendidos antecipadamente para o duelo da próxima quinta-feira, contra o Libertad, deixam claro o ponto em questão: nas grandes batalhas todos querem estar, mas são as pequenas que te preparam para esses momentos, forjando seu sentimento e caráter de torcedor. Somente nesses jogos temos a oportunidade de conhecer nossos iguais, descobrir estádios singulares e representativos da verdadeira cultura do futebol brasileiro, encarar adversidades e chacotas dos adversários e voltar com o sentimento de dever cumprido.

Não é fácil. Nunca foi, nunca é e nunca será. Justifique para a companheira a saída de casa às 8h da manhã de um domingo e o retorno tarde da noite. Explique para os amigos o motivo do seu não comparecimento ao barzinho do fim de semana. Informe para seus familiares o que te leva não estar presente oo almoço de domingo... Ou melhor, não faça nada disso. Por que por mais que tentemos, jamais será possível explicar esse sentimento que justifica nossas ações.

A vitória sobra a Ponte Preta, acabando com a única invencibilidade ainda restante no Paulistão não foi o mais importante. A postura do time (tecnicamente ainda muito fraco), do técnico e da mídia também não. O vital foi mostrar que quando o Palmeiras está em campo, sua história, sua tradição, sua luta e sua camisa jogam sozinhas. Aliás, sozinha não. Jogam com a torcida. Sempre. E isso precisa ser reforçado mais do que nunca para adversários, jogadores, dirigente, imprensa e, principalmente, torcedores.

O sentimento de dever cumprido no retorno a São Paulo na noite de domingo era algo inexplicável. A euforia por uma vitória daquelas que demoram a cair no esquecimento. Foi (mais) um triunfo daqueles que justificam todas as partidas das quais voltamos com a derrota nas costas. Não que os reveses também não sejam importantes. Mas tardes como a de ontem valem muito. Para o time, para o clube, para os torcedores, mas principalmente para aqueles presentes ao Moisés Lucarelli domingo. Só esses puderam sentir de verdade o que é ser palmeirense. De bancada.

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Vale também um agradecimento à nossa diretoria por nos obrigar a escutar da historicamente virgem Ponte Preta o tradicional coro destinado aos clubes rebaixados. É inadmissível estarmos atrás da AAPP no Paulistão, quanto menos disputarmos a Série B enquanto eles permanecem por mais uma temporada na elite.

Ingresso para Arquibancada Visitante

Portão de entrada da Arquibancada Visitante

Vista das Arquibancadas Ponte / Cadeiras

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