4.612 ingressos
vendidos. Número ainda menor de torcedores presentes ao estádio. Mais do que a
partida em si, o que pôde ser comprovado no último sábado, em Itu, é que não
existe futebol sem torcida. Sem ela, o esporte perder sua razão de ser. E a
prova disso foi constatada após o abusivo valor cobrado na entrada mais barata
para o duelo de estreia do Palmeiras na Série B do Campeonato Brasileiro.
Isso mesmo. Fomos
rebaixados, humilhados, montaram um time medíocre e mesmo assim acham plausível
cobrar o valor mais caro de todas as divisões do futebol brasileiro (não me
venha falar da aberração Santos x Flamengo no Mané Garrincha, por favor!) na
primeira rodada.
O resultado: um
estádio sem torcidas organizadas, sem nem mesmo a tradicional torcida que
acompanha o time, repleto de consumidores/espectadores, sem alma e sem time. Quem
esteve presente certamente vivenciou uma das piores experiências em
arquibancadas da vida. Torcida quieta, cantos esparsos, atmosfera nula. O
absurdo ficou claro quando foi possível escutar os gritos do lateral-direito
após se chocar com o adversário.
Aliás, vale a pena
ressaltar, os visitantes puderam se sentir em casa. Perdemos uma das poucas
vantagens com a qual pudemos sempre contar em nossa história: o fator casa.
Seja ele empurrando ou criticando, mas, acima de tudo, ao lado do time.
O que se viu em campo
não foi nada mais do que um reflexo da apatia nas arquibancadas. Sem incentivo
e com um time claramente abaixo do exigido num clube do tamanho do Palestra,
sofremos, como deveremos sofrer no restante da competição. Que tem tudo para
ser mais difícil do que o previsto. Os três pontos vieram, mas certamente
perdemos mais do que ganhamos no último sábado. Somamos três pontos essenciais
na caminhada para retomarmos o nosso lugar de direito, mas nos distanciamos um pouco
mais de um dos pilares de nossa tradição.
********************************************************************************************************
A atitude das
organizadas foi louvável. Unidas, viajaram até Itu, deixando claro que mesmo
sob as condições impostas eram capazes de se fazer presentes. Somente não o
fariam em solidariedade ao principal ativo do clube, muitas vezes (como nesse
caso) negligenciado por quem o dirige: a torcida. A SEP é de todas as classes.
Sempre foi e sempre será.
Não houve violência,
não houve confusão, não houve torcida, não houve futebol. Por um dia venceram
aqueles que estão transformando o futebol na única coisa que ele nunca foi: um
negócio. E mandando-o para longe de suas raízes. Ainda que não por muito
tempo...




Nenhum comentário:
Postar um comentário