quarta-feira, 8 de maio de 2013

Um pouco de Palmeiras e Buenos Aires


Antes, vale a explicação: o blog ficou sem atualização por dois motivos. O primeiro foi a angústia da derrota em Itu, na última partida da primeira fase do campeonato paulista, aliada à impossibilidade de obter um ingresso para o duelo contra o Santos, para o qual os sardinhas fizeram questão de nos destinar uma carga mínima. Não entrarei no mérito da questão, já que o regulamento permite essa aberração, fazendo com que um jogo que tinha tudo para se tornar um clássico e um grande duelo nas arquibancadas ficasse restrito aos 22 jogadores em campo e às transmissões da TV. Mas sem presença garantida na arquibancada durante a semifinal, e como a ideia do "Torcedor de Bancada" é justamente trazer os reflexos da partida in loco não fazia muito sentido falar de partidas nas quais não estive presente.

Em campo, o Palmeiras mostrou o que o elenco realmente tem (ou não): raça e vontade. E só. Infelizmente, é pouco. E enquanto não montarmos times dignos da nossa tradição estaremos sujeitos a decepções (Itu) e eliminações (Santos) como essas. Algo que já se tornou constante e corriqueiro na última década. De todo modo, seguem abaixo as fotos do estádio Novelli Júnior, no duelo contra o Ituano. E vale um adendo: o lugar melhorou muito desde que estive por lá. A reforma fez bem ao estádio e tornou-o uma opção interessante aos jogos nos quais o Palestra estiver obrigado a jogar longe de São Paulo. E alguns veículos já divulgaram que a decisão da diretoria nesse sentido já está tomada. Ótimo.





O segundo motivo é, digamos, mais desculpável: realizando um sonho antigo, estive pela primeira vez em Buenos Aires, durante seis dias, aproveitando, claro, a pausa nas partidas do Palmeiras, que jogaria em Tijuana, no México (se os caras disputam a Concachampions, por que cazzo participam da Libertadores?). O motivo da viagem foi principalmente futebolístico. O objetivo era conhecer a realidade de uma cidade que respira e vive futebol. E vale dizer: meta mais do que atingida.

Graças ao auxílio preciso das dicas do palestrino Rodrigo Barneschi, do blog Forza Palestra, referência no que remete à arquibancada, Palmeiras e futebol argentino, tive a oportunidade de conhecer estádios e museus de Boca e River, as canchas de Argentinos Juniors e Ferro Carril Oeste e assistir ao duelo entre Racing x Vélez, no Cilindro, em Avellaneda.

Pausa para uma constatação: depois de vivenciar essa experiência, me recuso a utilizar o termo “assistir” para se referir ao que vi por lá. Até por que o apoio e os cantos de incentivo fazem com que o torcedor presente aos estádios em Buenos Aires seja muito mais do que parte do jogo, mas a essência de tudo o que rola dentro de campo.

Não preciso nem falar do quanto a experiência do contato com as hinchadas me tornou ainda mais torcedor, no sentido estrito da palavra. A ideia agora é a criação de alguns posts em sequência relatando o que pôde ser sentido e visto de forma mais detalhada. Farei aos poucos, mas a ideia é aproveitar os espaços entre as partidas do Palmeiras para publicá-los.

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- Decepção é retornar e me deparar com algo como a matéria da revista “sãopaulo”, publicada pela Folha aos domingos, que pode ser conferida nesse link. Estão tentando de todos os modos matar o futebol. Isso é fato. Mas ler coisas do tipo "O sofazinho é mais negócio, né?", "Para ele, que nunca presenciou pancadaria, o desconforto basta para evitar o estádio" e "conta o empresário sobre o único jogo que assistiu ao vivo em 2012" é triste. Uma pergunta válida: a reportagem não poderia entrevistar nenhum torcedor (comum ou organizado) que vai ao estádio com frequência? É tão difícil assim?

- Passagem comprada para Recife (contra o Sport) e Florianópolis (contra o Figueirense). A Série B promete um giro completo.



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