Antes, vale a
explicação: o blog ficou sem atualização por dois motivos. O primeiro foi a
angústia da derrota em Itu, na última partida da primeira fase do campeonato
paulista, aliada à impossibilidade de obter um ingresso para o duelo contra o
Santos, para o qual os sardinhas fizeram questão de nos destinar uma carga
mínima. Não entrarei no mérito da questão, já que o regulamento permite essa
aberração, fazendo com que um jogo que tinha tudo para se tornar um clássico e
um grande duelo nas arquibancadas ficasse restrito aos 22 jogadores em campo e
às transmissões da TV. Mas sem presença garantida na arquibancada durante a semifinal, e como a ideia do "Torcedor de Bancada" é justamente trazer os reflexos da partida in loco não fazia muito sentido falar de partidas nas quais não estive presente.
Em campo, o Palmeiras
mostrou o que o elenco realmente tem (ou não): raça e vontade. E só.
Infelizmente, é pouco. E enquanto não montarmos times dignos da nossa tradição
estaremos sujeitos a decepções (Itu) e eliminações (Santos) como essas. Algo
que já se tornou constante e corriqueiro na última década. De todo modo, seguem
abaixo as fotos do estádio Novelli Júnior, no duelo contra o Ituano. E vale um adendo: o lugar melhorou muito desde que estive por lá. A reforma fez bem ao
estádio e tornou-o uma opção interessante aos jogos nos quais o Palestra estiver
obrigado a jogar longe de São Paulo. E alguns veículos já divulgaram que a decisão da diretoria nesse sentido já está tomada. Ótimo.
O segundo motivo é, digamos, mais desculpável: realizando um sonho antigo, estive pela primeira vez em Buenos
Aires, durante seis dias, aproveitando, claro, a pausa nas partidas do
Palmeiras, que jogaria em Tijuana, no México (se os caras disputam a
Concachampions, por que cazzo participam da Libertadores?). O motivo da viagem
foi principalmente futebolístico. O objetivo era conhecer a realidade de uma
cidade que respira e vive futebol. E vale dizer: meta mais do que atingida.
Graças ao auxílio
preciso das dicas do palestrino Rodrigo Barneschi, do blog Forza Palestra,
referência no que remete à arquibancada, Palmeiras e futebol argentino, tive a oportunidade de
conhecer estádios e museus de Boca e River, as canchas de
Argentinos Juniors e Ferro Carril Oeste e assistir ao duelo entre Racing x
Vélez, no Cilindro, em Avellaneda.
Pausa para uma
constatação: depois de vivenciar essa experiência, me recuso a utilizar o termo
“assistir” para se referir ao que vi por lá. Até por que o apoio e os cantos de
incentivo fazem com que o torcedor presente aos estádios em Buenos Aires seja
muito mais do que parte do jogo, mas a essência de tudo o que rola dentro de
campo.
Não preciso nem falar
do quanto a experiência do contato com as hinchadas me tornou ainda mais
torcedor, no sentido estrito da palavra. A ideia agora é a criação de alguns
posts em sequência relatando o que pôde ser sentido e visto de forma mais
detalhada. Farei aos poucos, mas a ideia é aproveitar os espaços entre as
partidas do Palmeiras para publicá-los.
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- Decepção é retornar
e me deparar com algo como a matéria da revista “sãopaulo”, publicada pela Folha
aos domingos, que pode ser conferida nesse link. Estão tentando de todos os
modos matar o futebol. Isso é fato. Mas ler coisas do tipo "O sofazinho é
mais negócio, né?", "Para ele, que nunca presenciou pancadaria, o
desconforto basta para evitar o estádio" e "conta o empresário sobre
o único jogo que assistiu ao vivo em 2012" é triste. Uma pergunta válida:
a reportagem não poderia entrevistar nenhum torcedor (comum ou organizado) que
vai ao estádio com frequência? É tão difícil assim?
- Passagem comprada
para Recife (contra o Sport) e Florianópolis (contra o Figueirense). A Série B promete um giro completo.



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