Não era preciso muito
para imaginar que o Palmeiras não iria longe na Copa Libertadores: moral baixa
após novo rebaixamento, elenco medíocre, troca de poder por “gestão
profissional” que brada a todo momento que não há dinheiro, falta de recursos,
perda dos principais destaques e por aí segue uma série de decepções. O que
entristece é ver mais uma vez o time ser superado sem de fato entrar na
disputa. Colocando fé apenas em uma característica (garra/superação) que, é bom
lembrar, nunca foi “a” virtude da história palestrina.
Assim, a queda
chegaria a qualquer momento. Na verdade, começamos essa edição do torneio que
consideramos nossa “obsessão” já eliminados. Se não fosse ontem , seria em
algum momento. E isso nós sabíamos. Mas, como torcedores, jamais deixamos de
acreditar. É obrigação. É natural. É da nossa raiz.
Não sou daqueles que
apontam o goleiro como o único culpado. Culpa mesmo têm aqueles que lá o
colocaram. Os mesmos que foram contra a contratação de um arqueiro experiente
no começo do ano por julgar que precisamos valorizar a nossa “escola de
goleiros”. Se ele estava em campo ontem, depois das incríveis falhas no ano
passado e no último jogo da primeira fase do campeonato paulista, ninguém pode
dizer que foi uma surpresa. A falha veio no momento errado, mas ela viria.
Consequências de um elenco sem opções e/ou com opções medíocres.
A arquibancada, e
todos que nela se fizeram presentes, fez sua parte. Vibrou, apoiou, incendiou a
cancha e seus componentes. Confesso que poucas vezes vi o bloqueio das ruas
laterais do Pacaembu como ontem. A festa estava preparada. Mas ficará guardada
para o próximo campeonato.
Caímos novamente. E
digo caímos, por que a torcida caiu junto. Mais uma vez. E é bom que se
lembrem, não só os presentes ontem ao Pacaembu, mas todos os palmeirenses, que
diretores/conselheiros, jogadores, todos passam. Mas nós não. Sofremos agora e
sofreremos sempre. Mais do que qualquer outro componente da SEP. Mas
continuamos com o dever de se fazer presentes. Afinal, se todos resolvessem
sumir ou entregar seus cargos (ah, como seria bom!), ainda assim restaríamos
nós, torcida.
E que venham os
rincões da Série B! Estaremos contigo, Palmeiras!



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