quarta-feira, 15 de maio de 2013

Paramos por aqui


Não era preciso muito para imaginar que o Palmeiras não iria longe na Copa Libertadores: moral baixa após novo rebaixamento, elenco medíocre, troca de poder por “gestão profissional” que brada a todo momento que não há dinheiro, falta de recursos, perda dos principais destaques e por aí segue uma série de decepções. O que entristece é ver mais uma vez o time ser superado sem de fato entrar na disputa. Colocando fé apenas em uma característica (garra/superação) que, é bom lembrar, nunca foi “a” virtude da história palestrina.

Assim, a queda chegaria a qualquer momento. Na verdade, começamos essa edição do torneio que consideramos nossa “obsessão” já eliminados. Se não fosse ontem , seria em algum momento. E isso nós sabíamos. Mas, como torcedores, jamais deixamos de acreditar. É obrigação. É natural. É da nossa raiz.

Não sou daqueles que apontam o goleiro como o único culpado. Culpa mesmo têm aqueles que lá o colocaram. Os mesmos que foram contra a contratação de um arqueiro experiente no começo do ano por julgar que precisamos valorizar a nossa “escola de goleiros”. Se ele estava em campo ontem, depois das incríveis falhas no ano passado e no último jogo da primeira fase do campeonato paulista, ninguém pode dizer que foi uma surpresa. A falha veio no momento errado, mas ela viria. Consequências de um elenco sem opções e/ou com opções medíocres.

A arquibancada, e todos que nela se fizeram presentes, fez sua parte. Vibrou, apoiou, incendiou a cancha e seus componentes. Confesso que poucas vezes vi o bloqueio das ruas laterais do Pacaembu como ontem. A festa estava preparada. Mas ficará guardada para o próximo campeonato.

Caímos novamente. E digo caímos, por que a torcida caiu junto. Mais uma vez. E é bom que se lembrem, não só os presentes ontem ao Pacaembu, mas todos os palmeirenses, que diretores/conselheiros, jogadores, todos passam. Mas nós não. Sofremos agora e sofreremos sempre. Mais do que qualquer outro componente da SEP. Mas continuamos com o dever de se fazer presentes. Afinal, se todos resolvessem sumir ou entregar seus cargos (ah, como seria bom!), ainda assim restaríamos nós, torcida.

E que venham os rincões da Série B! Estaremos contigo, Palmeiras!




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