Não temos time. Essa
é uma constatação triste, mas real. Pior, o elenco atual reúne sobras (e a pior
parte dela) do time rebaixado no ano passado, com poucos e fracos reforços que
tecnicamente deixam muito a desejar. Um dado é sintomático da situação que vivemos:
apesar da troca de diretoria, das ditas reformulações e revoluções, mudanças de
pensamento, atitude, etc, oito dos onze que iniciaram a partida de ontem, já
pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, estiveram presentes
no vexame da última temporada. Precisa dizer algo mais?
O público não foi dos
melhores, como vem sendo praxe nos últimos jogos. Talvez assustados com o preço
cobrado (vale dizer que não houve “redução”, o valor ainda é maior do que o
cobrado durante todo o campeonato paulista), talvez pela data entremeada em um
feriado, talvez pela distância ou talvez (acredito mais nessa possibilidade)
pela mediocridade que impera no Palestra atual.
Os que hoje vestem
nosso manto são apenas números, infelizmente. Não nos representam e não
representam nada das tradições as quais sempre nortearam nossos ideais.
Exemplos não faltam,
como o volante que ninguém nunca ouviu falar, que só existe graças ao Palmeiras
e teve a ousadia de “forçar” uma transferência. “Forçar”? Um perfeito filho da
puta que teve como maior marca na carreira manter o Náutico na primeira
divisão. E que se acha craque? Maior que um clube da dimensão do Palmeiras. Que
tempos são esses...
Há também aqueles que
simplesmente não têm culpa. São medíocres e incapazes. Mas vestem nossa camisa
graças aqueles que hoje nos dirigem. Compõem de 60 a 70% do elenco atual. E é
desses que nosso acesso retorno à elite dependerá. Ou não...
Desconheço a situação
financeira do clube atual (a qual não deve ser fácil), mas é impossível
acreditar que não podemos contar com jogadores de clubes médios do Brasil ou
mesmo grandes do resto da América do Sul. É difícil acreditar que temos menos
poder de barganha do que clubes menores e menos organizados. Que nos tornamos
reféns de jogadores cujos vencimentos atingem cifras de meio milhão, mas nem em
campo entram.
Mais do que falar em
jogadores que nada acrescentam, contudo, é a hora daqueles que nos dirigem
mostrarem a que vieram. Limpar, caso seja preciso, boa parte desse elenco,
começar do zero, não permitir mais humilhações, buscar soluções rápidas e
eficientes. O Palmeiras não pode mais viver de vexames como os de ontem.
Simplesmente não pode. E boa parte da mudança começa por renovar o tecnicamente
vergonhoso elenco que tem em mãos.
Não há culpados.
Todos têm sua parcela nos seguidos vexames que se acumulam. Mas está mais do
que na hora de reforçar o elenco, chamar a torcida para perto (e horário
ridículo como o das 19h30 em plena terça-feira, em Itu, nada ajudam) e somar
forças. Mais do que o risco de permanecer na Série B, está o risco de
continuarmos no processo do apequenamento. E isso não aceitaremos jamais.




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