Vencemos. Como é
obrigação de qualquer time grande que se preze como tal. Jogando bem ou mal,
vencer times médios/pequenos em casa é uma exigência para um clube do tamanho
do Palmeiras. Mas revendo atentamente o duelo de ontem, constata-se uma
tendência preocupante e muito mais urgente que o resultado em si: estamos perdendo
o respeito dos visitantes.
Os 3 pontos são
importantes, é verdade, como em qualquer esporte cujo objetivo é a vitória.
Mas, acima disso, há de se notar a dificuldade que o Palestra vem tendo de
fazer valer o peso e a tradição que a camisa ostenta. As partidas em casa são
preocupantes, mas não só. Mesmo atuando como visitante, os adversários começam
a não mais retrair-se como o fazem perante um gigante.
Vencemos 3 das 4
partidas nesse início de campeonato, mas em nenhuma delas mostramos o que é
Palmeiras. E não venham dizer que nossa arrancada é tão boa quanto 2003. O que
está em jogo é mais do que a posição atual na tabela, o acesso e até mesmo o
retorno ao lugar que é nosso de direito. Está em jogo o respeito e a tradição,
que pode determinar os caminhos da SEP nos próximos anos.
Alcançar o G-4, manter-se
no mesmo e até conquistar o título são objetivos aos quais devemos nos ater até
o fim do ano. Um planejamento a curto prazo, diria. Mais à frente, contudo, e
muito mais importante, está o “longo prazo”. E é exatamente aqui que entra o
que deveria ser a principal preocupação dos que nos dirigem: retomar o respeito
que o Palmeiras merece.
Quando digo isso não
estou falando somente do centenário, de 2014 e da Série A. Tem de ser pensar
mais longe. Voltar a enfrentar nossos rivais de cabeça erguida, sem medo, sem o
risco de vexames, colocando times medíocres, como todos os presentes na atual
Série B no lugar que merecem: abaixo da SEP.
Não é preciso
analisar individualmente as atuações de ontem, em Itu, ou de qualquer partida
do ano para verificar que um, talvez dois, jogadores tem capacidade
técnica/tática de ocupar uma vaga no time titular do Palmeiras. O resto é
exatamente isso: resto. E deveria, no máximo, servir de reserva (por mim nem
deveriam vestir nossa camisa, mas vá lá).
Não adianta
comemorarmos 3 pontos tão somente por que os mesmos nos colocam no caminho do
acesso. A preocupação tem de ser com a manutenção entre os grandes, brigando (e
conquistando) títulos, sempre. Entendam que isso foi, é e tem de continuar
sendo o objetivo do nosso clube.
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Não vou nem mencionar
o fato que de essa postura de reerguimento da SEP passa, necessariamente, por
uma reaproximação urgente e tão necessária entre clube e torcida. O público
voltou a ser decepcionante (para os padrões do Palmeiras, não dos dias atuais),
mas agora é hora de rumar para Recife no primeiro desafio fora da Série B.



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