quarta-feira, 5 de junho de 2013

Hora de reagir, Palmeiras!

Vencemos. Como é obrigação de qualquer time grande que se preze como tal. Jogando bem ou mal, vencer times médios/pequenos em casa é uma exigência para um clube do tamanho do Palmeiras. Mas revendo atentamente o duelo de ontem, constata-se uma tendência preocupante e muito mais urgente que o resultado em si: estamos perdendo o respeito dos visitantes.

Os 3 pontos são importantes, é verdade, como em qualquer esporte cujo objetivo é a vitória. Mas, acima disso, há de se notar a dificuldade que o Palestra vem tendo de fazer valer o peso e a tradição que a camisa ostenta. As partidas em casa são preocupantes, mas não só. Mesmo atuando como visitante, os adversários começam a não mais retrair-se como o fazem perante um gigante.

Vencemos 3 das 4 partidas nesse início de campeonato, mas em nenhuma delas mostramos o que é Palmeiras. E não venham dizer que nossa arrancada é tão boa quanto 2003. O que está em jogo é mais do que a posição atual na tabela, o acesso e até mesmo o retorno ao lugar que é nosso de direito. Está em jogo o respeito e a tradição, que pode determinar os caminhos da SEP nos próximos anos.

Alcançar o G-4, manter-se no mesmo e até conquistar o título são objetivos aos quais devemos nos ater até o fim do ano. Um planejamento a curto prazo, diria. Mais à frente, contudo, e muito mais importante, está o “longo prazo”. E é exatamente aqui que entra o que deveria ser a principal preocupação dos que nos dirigem: retomar o respeito que o Palmeiras merece.

Quando digo isso não estou falando somente do centenário, de 2014 e da Série A. Tem de ser pensar mais longe. Voltar a enfrentar nossos rivais de cabeça erguida, sem medo, sem o risco de vexames, colocando times medíocres, como todos os presentes na atual Série B no lugar que merecem: abaixo da SEP.

Não é preciso analisar individualmente as atuações de ontem, em Itu, ou de qualquer partida do ano para verificar que um, talvez dois, jogadores tem capacidade técnica/tática de ocupar uma vaga no time titular do Palmeiras. O resto é exatamente isso: resto. E deveria, no máximo, servir de reserva (por mim nem deveriam vestir nossa camisa, mas vá lá).

Não adianta comemorarmos 3 pontos tão somente por que os mesmos nos colocam no caminho do acesso. A preocupação tem de ser com a manutenção entre os grandes, brigando (e conquistando) títulos, sempre. Entendam que isso foi, é e tem de continuar sendo o objetivo do nosso clube.

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Não vou nem mencionar o fato que de essa postura de reerguimento da SEP passa, necessariamente, por uma reaproximação urgente e tão necessária entre clube e torcida. O público voltou a ser decepcionante (para os padrões do Palmeiras, não dos dias atuais), mas agora é hora de rumar para Recife no primeiro desafio fora da Série B.




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